Rebeca Ramagem, que até ontem desfrutava da paz do trabalho remoto como procuradora do estado de Roraima, acaba de receber um “chamado” nada amigável para bater o ponto na repartição. A advogada foi às redes sociais denunciar o que chama de perseguição sob medida: o fim do seu regime de teletrabalho, vigente desde 2016.
Rebeca é casada com o delegado da Polícia Federal Alexandre Ramagem, ex-deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro, que teve o mandato cassado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Atualmente, o casal mora nos Estados Unidos.
Segundo a moça, o Procurador-Geral do Estado decidiu ignorar o fato de que um terço da categoria trabalha de casa para impor a ela a presença física obrigatória. Rebeca não economizou no adjetivo: classificou a medida como “arbitrária e desproporcional”, alegando que o objetivo é puramente prejudicá-la, rompendo a isonomia interna da casa.
Nos bastidores, o comentário é que a “moralidade administrativa” cobrada por Rebeca ao governo de Roraima é, na verdade, o torniquete administrativo apertando. Com a família sob os holofotes de Brasília, a rotina digital da procuradora virou alvo, e agora ela terá que trocar o conforto do remoto pelo olho no olho do gabinete.

