A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) notificou a Portela e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) após um integrante da comissão de frente da escola sobrevoar a Marquês de Sapucaí preso a um superdrone durante o desfile. A agremiação se apresentou neste domingo (15), na primeira noite do Grupo Especial do carnaval carioca.
Em nota, a agência informou que é proibido transportar pessoas, animais ou artigos perigosos com drones, já que o equipamento não foi desenvolvido para esse tipo de uso e pode causar acidentes.
A Anac pediu que a Portela envie, em até dez dias, informações sobre o modelo do drone, número de série, registro do equipamento e dados do piloto remoto responsável pela operação. Até o fechamento desta reportagem, a escola e a Liesa não haviam se pronunciado sobre o ocorrido.
Momento em que integrante da Portela voa preso a um drone
A cena aconteceu na comissão de frente, quando um tripé se abriu e um integrante, usando máscara e preso a um drone iluminado, decolou e sobrevoou os bailarinos. Segundo a coreógrafa Cláudia Mota, o recurso simbolizava a libertação do Negrinho do Pastoreio dentro do enredo.
Dividida em quatro atos, a apresentação mostrou o diálogo entre o orixá Bará e o Negrinho do Pastoreio, que conduz a narrativa sobre o Príncipe Custódio, líder religioso do Batuque gaúcho e símbolo de resistência negra no Sul do país.

