Obras realizadas durante o período de carnaval no Campo de Golfe Olímpico da Barra da Tijuca reacenderam a disputa envolvendo a área construída para os Jogos de 2016.
Segundo a imobiliária Tanedo, proprietária do terreno, a atual gestora do espaço, a CRF Empreendimentos, segue executando intervenções mesmo após embargo determinado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano para impedir a instalação de campos de futebol com piso sintético no local.
A Tanedo acusa a empresa de desvio de finalidade no uso da área, originalmente destinada à prática de golfe. A proprietária afirma que as obras estariam sendo realizadas em desacordo com as determinações municipais.
A CRF Empreendimentos, por sua vez, sustenta que todas as intervenções estão autorizadas pelos órgãos competentes e que as ações fazem parte do escopo previsto no contrato de concessão.
O impasse ocorre em meio à decisão da Prefeitura do Rio de não renovar o contrato de gestão da área. A empresa obteve liminar para permanecer no imóvel, e o caso aguarda julgamento de recurso no Tribunal de Justiça.
O Campo de Golfe da Barra ocupa cerca de 970 mil metros quadrados e foi construído para os Jogos Olímpicos de 2016. Desde sua implantação, o equipamento é alvo de controvérsias, inclusive questionamentos do Ministério Público à época de sua construção, sob alegação de que teria sido erguido em área de preservação ambiental na Barra da Tijuca.
Com informações de O Globo.

