A preservação do Parque Nacional da Tijuca está no centro de uma ação civil do Ministério Público Federal (MPF) contra a Prefeitura do Rio e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O órgão acusa ambos de não tomarem medidas efetivas o bastante para garantir a preservação da área, que conta com proteção ambiental nos âmbitos federal e municipal.
A ação leva em conta um inquérito de 2022, que apurou desmatamento e queimada concentrados na área do Monte Cardoso Fontes, na Serra dos Pretos Forros, na altura de Jacarepaguá. O MPF reconhece que o ICMBio tem tomado medidas para garantir a proteção ambiental do trecho, mas afirma que as estratégias não garantem a preservação do local.
Segundo o MPF, parque tem recebido acampamentos irregulares de instituições religiosas
Além do desmatamento, o território do parque também tem recebido, segundo o MPF, acampamentos irregulares. Segundo testemunhas, instituições religiosas, que usam o espaço do Monte Cardoso Fontes para cultos, teriam excedido as autorizações para uso e instalado tendas que permanecem por lá de forma irregular.
O MPF pede “ações concretas de preservação e recuperação” do trecho. O órgão aguarda a realização de uma audiência de conciliação com a Prefeitura do Rio e o ICMBio.
Com informações do jornal “O Globo”

