A Secretaria estadual do Ambiente e Sustentabilidade cancelou o projeto de controle de inundações e recuperação ambiental das bacias dos rios Iguaçu, Botas e Sarapuí, na Baixada Fluminense, conhecido como Projeto Iguaçu. O plano de obras estava orçado em R$ 736,8 milhões e seria custeado pelo Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam).
O Projeto Iguaçu existe há décadas, enfrentou descontinuidade e problemas de manutenção. Em janeiro de 2024, veio o alento: o governo do estado anunciou que a retomada dos trabalhos estava em fase licitatória, após a aprovação de novo financiamento via Fecam. A expectativa de início das obras era para 2026, com o processo de contratação em andamento no fim de 2025.
Mas…
Em publicação no Diário Oficial do último dia 18, a secretaria avisa que o Conselho Superior do Fecam, em reunião no dia 15, decidiu cancelar as ações. Nada mais foi dito, nem explicado.
Na mesma publicação em que cancelou o Projeto Iguaçu, secretaria aprova realização de obra e complementação de dois projetos
Na mesma publicação do Diário Oficial, a secretaria comunica que foi aprovada a realização de obras de urbanização no Parque Santa Luíza, em Cachoeiras de Macacu, no valor de R$ 6,8 milhões.
E a complementação de dois projetos, o de melhoria da calha hídrica do Rio Iguaba; e o de saneamento ambiental de municípios no entorno da Baía de Guanabara.
Somados, os dois complementos chegam a R$ 11,8 milhões.
COM FÁBIO MARTINS


O que diz a Secretaria estadual do Ambiente e Sustentabilidade
Em nota oficial, a Secretaria do Ambiente afirma: “o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) esclarece que as obras do Projeto Iguaçu não serão canceladas. Em janeiro de 2024, o plano de intervenções foi orçado em R$ 736,8 milhões, com previsão de financiamento pelo Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam). No entanto, esse recurso não chegou a ser efetivamente disponibilizado.
Paralelamente, o Governo do Estado inscreveu o projeto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), obtendo a aprovação de R$ 200 milhões em recursos federais. Por se tratar de verba da União, a liberação dos valores ocorre por meio da Caixa Econômica Federal, enquanto o Inea é responsável pela elaboração, apresentação e validação das peças técnicas necessárias.
O diálogo técnico entre o Instituto e a Caixa Econômica Federal vem sendo mantido há cerca de um ano e meio. Neste mês, toda a documentação apresentada foi aprovada, fato que autoriza o início da fase interna de contratação das obras pelo Inea. As obras devem ter início começo de 2026.
A definição das áreas prioritárias seguiu critérios técnicos e de impacto regional, com a priorização de Duque de Caxias, município estratégico onde as intervenções têm efeito direto na redução de alagamentos e geram benefícios também para cidades vizinhas, como Belford Roxo e Nova Iguaçu.
O Projeto Iguaçu prevê intervenções estruturais e ambientais nas bacias dos rios Iguaçu-Botas e Sarapuí, incluindo obras de controle de inundações, ações de recuperação ambiental, serviços de gerenciamento e trabalho social, com potencial de beneficiar cerca de 2,6 milhões de pessoas”.


Os governantes estão vendo onde tem voto para poder tocar obras.O senhor PAZ está focado na zona oeste,fez pesquisa e descobriu que essa área vai votar em peso nele.
Meu Deus!!! É muito descaso com a população que sofre há anos com enchentes na Baixada Fluminense!!! Pessoas que morrem!!! A população estava confiante que seria reaolvido esse problema que afeta, no minimo 4 municípios ( Nova Iguaçu , Mesquita, Belford Roxo e Duque de Caxias). Como o Governo do Estado, cancela o Projeto Iguacu? É simples assim?? Seria para sobrar dinheiro ? É o que parece pois as obras que foram autorizadas, não chegam a 25 % do valor que já tinham sido liberados para o Projeto Iguaçu que foi de R$736.881.667,45 !!! Não podemos aceitar!!! Não podemos ficar inertes ãs essas decisões que só aparecem nas épocas de final de ano !! É uma covardia com a população da BAUXADA FLUMINENSE!!!
Infelizmente é de esperar a lentidão para poder trazer benefício para a população da baixada Fluminense com a implantação da venda da cedae já não cai água em vários bairros havia Light que foi prometida até Cabuçu até agora nada e vamos esperar desse governo e para o próximo e outra coisa a farra das comissões por fora desses orçamentos É uma vergonha
E em meio a esse descaso, estão famílias inteiras sujeitas a enxentes, com possibilidade de perderem suas moradias e até mesmo suas vidas.
Até quando vamos aceitar calados?
Até quando vamos ficar brigando por políticos A e B e não lutar por o que ma8s interessa?