As urnas têm dessas coisas. Em Niterói, a eleição de 2026 deixou um desenho especialmente interessante para a direita fluminense. Um político tipicamente cria da terra, Douglas Gomes (PL), e um quase desconhecido para além da Baía de Guanabara, Daniel Marques (PL), saíram gigantes da disputa.
Douglas Gomes foi eleito deputado federal com 80.310 votos e transformou Niterói no grande motor de sua eleição. Só na cidade, foram 46.710 — quase sete vezes a votação de Laís Jordy, a mulher do deputado federal que se elegeu senador Carlos Jordy.
O moço foi o candidato à Câmara dos Deputados mais votado em Niterói. Para se ter uma ideia do tamanho do resultado, Talíria Petrone (PSOL), segunda colocada no município, recebeu 19.813 votos.
Na corrida pela Assembleia Legislativa, outro nome do PL também ganhou tamanho
Daniel Marques foi eleito deputado estadual com 42.768 votos, sendo 25.288 deles em Niterói. Na cidade, ficou atrás apenas de Fernanda Neves (PDT), mulher do prefeito Rodrigo Neves.
Advogado e ex-vereador de Niterói, Daniel Marques também foi secretário municipal de Meio Ambiente. Mas, na direita, o moço é conhecido mesmo é como primo de Daniella Marques, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal que coordena a equipe econômica de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República.
Todos os caminhos levam a 2028
No PL, as urnas eletrõnicas ainda nem foram religadas para o segundo turno, mas já se fala nas eleições de 2028. E, claro, a dupla Douglas Gomes-Daniel Marques já surge no horizonte, singrando as águas da Baía.
Família Jordy leva o Senado
Com o apoio direto de Flávio Bolsonaro — que alçou o homem a todos os seus palanques — Carlos Jordy foi eleito com 3.912.405 votos, 24,56% dos votos válidos, garantindo o segundo lugar na disputa pelo Senado e oito anos de mandato em Brasília. Conquista de gigante.
Mas os problemas dos Jordy começam quando se olha para o restante da família.
Renan Jordy, irmão de Carlos, tentou renovar o mandato de deputado estadual, mas terminou a disputa com 23.033 votos e ficou na suplência do PL.
Laís Jordy, mulher do senador eleito e candidata a deputada federal, recebeu 35.234 votos no estado e amargou a oitava suplência — atrás até de Rebeca Ramagem (a mulher do ex-deputado Alexandre Ramagem que mora nos Estados Unidos, fez campanha à distância e foi representada por uma boneca de papelão).
Em Niterói, berço político da família, Laís Jordy teve modestíssimos 6.555 votos.
Mais que um lugar no plenário
E, por falar em Jordy, o moço ainda está longe da posse como senador. Mas, nos bastidores do PL, já coleciona antipatias. O primeiro colocado na briga, Carlos Portinho, é considerado um gentleman, educadíssimo, humilde e despretensioso. Já o segundo…
Há quem reclame até dos palpites para a formação do (possível, mas ainda não confirmado) governo Douglas Ruas (PL). E olha que muita água ainda há de rolar ao lado dessa barca Rio-Niterói.
Novidade também do outro lado do front
Nem só de direita vive Niterói. Estreante nas urnas, Fernanda Neves, a mulher do prefeito pedetista Rodrigo Neves, recebeu 83.326 votos no estado. Na cidade comandada pelo marido, foram 39.715, a maior votação entre os candidatos a deputado estadual ligados ao município.
Para deputado federal, Talíria Petrone (PSOL) foi a principal referência da esquerda: com 19.813 votos em Niterói e 122.500 no estado, conquistou o terceiro mandato. Logo depois, aparece Vitor Junior (PDT), com 14.784 votos no município, embora tenha ficado na suplência. Nascido em São Gonçalo, mas criado no Fonseca, Marcelo Freixo (PT) recebeu 9.377 votos na cidade e foi eleito; Axel Grael (PDT) teve 7.318 e ficou na suplência. Há ainda o Pastor Henrique Vieira (PSOL), reeleito com 6.185 votos nas terras de Araribóia.
Para a Alerj, foram reeleitos Verônica Lima (PT), com 21.724 votos; Flávio Serafini (PSOL), com 19.672; Renata Souza (PSOL), com 6.600 votos; e Elika Takimoto (PT), com 5.555.
As exceções que começam a minar a regra
Não é à toa que Niterói é considerada um enclave de esquerda e centro-esquerda. Mas a cidade que há anos elege prefeitos do PT ou do PDT, que é considerada um berço do PSOL, e que tem uma política jovem e universitária de vanguarda, vem aos poucos consolidando nomes da direita — e com grande expressão.
Ainda não dá para chamar de guinada. Mas vale a pena acompanhar com atenção.
Comentários 9
Se for para nós “nem sentirmos a mudança de operador dos trens do RJ” de certo indica que nada mudará e o desgoverno fluminense está trocando seis por meia dúzia.
Foi a mesma coisa que pensei. Kkkkk… Piada!!
Era melhor o Governo do estado assumir essa operação ferroviário com qualidade e eficiência .
Pois seria uma forma de arrecadação tanto para o setor ferroviário e para o Governo.
Com preço mais justo para os usuários , qualidade no transporte e também ampliação das linhas e mais estações para todo os Estado.
Tomara que não próxima eleições seja uma pauta de governo,para os candidatos ao Governo do estado do Río.
Impossível isso no rj, local onde quase 40% dos passageiros não pagam passagem! Preço justo? Ja viu a tarifa da light pelo uso da energia? Amigo o negócio é apenas uma empresa que faça funcionar e que de uma melhoria na roubalheira de cabos fazendo o transporte ficar parado!
Pelo jeito, vc além de acreditar nessa baboseira das empresas bilionárias, ainda contribui com a culpabilização dos usuários…. Se informe e verá que isso que vc falou foi apenas dados informados POR ELES MESMOS pra tirar a responsabilidade dos péssimos serviços. Ou então vc é de alguma dessas empresas porcas
Os caras podiam ter um pouco mais de transparência quando fossem anunciar essas coisas .
Já querem escolher a nova concessionária em dezembro , mas não divulgam quem estar concorrendo , quais os possíveis compradores e interessados .
Vem aumento esse cara não joga pra perder, vai levar um dinheiro e erra o povo!
O Governo do Estado do Rio de Janeiro espero que assuma diretamente a operação mas não com uma autarquia e sim com um operador como foi o caso das Barcas que a Tarifa era R$ 7,70 e foi reduzida para R$ 4,70 após a devolução da concessão Barcas S/A da concessionária CCR Barcas, sem um concessionario com contrato de concessão o Estado passou a renumerar o operador por Km rodado e isso permite a redução da tarifa, mesmo modelo deveria ser aplicado na sucessão da SuperVia
Seria uma ótima ideia se CPTM Paulista assumisse toda a Malha ferroviária do RJ e fizesse igual aos trens Paulistas,que eu pude observar em viagem a S.P que são muito superiores aos do RJ,os Metrôs também são muito melhores, ou seja,a qualidade do Transporte Paulista é Bem Melhor,então quem sabe eles assumindo não poderia melhorar bastante ! Só uma ideia pessoal minha mesmo,Boa noite pra todos.