A vereadora Gigi Castilho recebeu, do seu Republicanos, a carta de liberação — e está de malas prontas, à espera apenas da publicação da sua desfiliação pela Justiça Eleitoral, para buscar um novo partido. Como foi autorizada a deixar a legenda, não corre o risco de perder o mandato.
A dúvida, agora, é saber o que fará o padrinho e líder do grupo político que abriga a moça, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha.
No Republicanos, os mandachuvas avisam que as portas continuam abertas para ele.
Em novembro, polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de Gigi Castilho
Em novembro, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de Gigi Castilho, de 15 empresas e de outras 13 pessoas. A operação, conduzida pela Delegacia de Defraudações, investigava crimes contra a administração pública, fraudes na execução de contratos e a suspeita de criação de empresas de fantasmas que seriam usadas para o desvio de dinheiro público.
Em 2019, Gigi Castilho fundou, com o marido, Luciano, as creches comunitárias Deus é Fiel e a Creche Escola Machado. As creches tinham contratos com a prefeitura, e com empresas fornecedoras. Há suspeitas de que algumas destas empresas sejam fantasmas e tenham sido usadas no desvio de quase R$ 1,7 milhão. Luciano Castilho, e a filha do casal Andreza dos Santos Adão também foram alvos da operação.
Quinze dias depois da operação, a Prefeitura do Rio anunciou que não ia renovar o convênio com as creches ligadas à vereadora para o ano de 2026.

