ATUALIZAÇÃO às 13h55, com nota da assessoria jurídica de Gigi Castilho
A deputada federal Dani Cunha (PL-RJ) publicou um desabafo público nas redes sociais anunciando o rompimento político com a vereadora carioca Gigi Castilho (também do PL).
No vídeo, gravado dentro de um veículo em movimento, a parlamentar — filha do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha — criticou duramente as atitudes da agora ex-aliada na Zona Oeste do Rio de Janeiro e classificou a postura da parlamentar municipal como uma “enorme traição”.
Nas redes sociais, Gigi já aparece fazendo campanha para o candidato Marcos Tavares, do PDT, e não para a antiga mentora política. Para estadual, ela pede votos para Leandro do Waguinho — candidato pelo Republicanos, e não pelo seu PL. Para senador, ela apoia Waguinho, também do Republicanos.
Dani Cunha ressaltou que foi a principal responsável por lançar Gigi Castilho na política do estado, e disse que esperava, com isso, beneficiar a região de Sepetiba com a eleição de uma representante feminina na Câmara dos Vereadores. Mas, segundo a deputada federal, a vereadora optou por priorizar interesses individuais em em oposição às diretrizes do grupo político que a conduziu ao cargo.
Quebra de valores e autonomia no mandato
Sem poupar críticas, Dani Cunha enfatizou que na política e na vida é preciso cultivar “lado, palavra e gratidão que não prescreve”, afirmando não enxergar mais nenhum desses três princípios nas atitudes de Gigi Castilho.
“Ela optou por seguir o curso do seu mandato por conta própria, com seus objetivos, e não olhar o objetivo de um grupo. Ou seja, houve uma enorme traição. Mas não tem problema, nós seguimos com o nosso trabalho”, declarou a deputada.
Além do que está no vídeo, Dani ainda disse ter sido surpreendida com as investigações relacionadas aos desvios em creches conveniadas à Prefeitura do Rio e lembrou que ajudou a ex-amiga, pagando a faculdade do filho de Gigi em um momento de turbulência.
“Ao fazer levantamento (sobre o caso das creches) me deparei com a gravidade da situação e isso também me levou ao rompimento”, disse.
A parlamentar fez questão de listar realizações que atribui ao seu próprio mandato na região de Sepetiba e Zona Oeste, para reforçar que sua atuação na área independe da ex-aliada.
Reconhecimento de falhas e aceno aos eleitores
No desabafo, Dani Cunha admitiu que o grupo cometeu erros no processo eleitoral passado ao escolher apoiar a candidatura de Gigi, mas garantiu aos moradores locais que continuará atuando firmemente na região.
Ao finalizar o pronunciamento, a deputada deixou a ex-aliada “com o ônus de suas decisões” e projetou novos caminhos para seu grupo político, prometendo “muita novidade” em breve para a população da Zona Oeste carioca.
O que diz Gigi Castilho
A assessoria jurídica da vereadora enviou uma nota. Segue o texto:
“Minha história é de luta e superação. Nasci em Campos, vim para o Rio aos 8 anos, morei nas ruas do Rio de Janeiro e conheci de perto as dificuldades da vida, construí minha família e me formei pedagoga. Hoje, sigo trabalhando pela Zona Oeste, especialmente por Sepetiba e Nova Sepetiba, levando esporte, oportunidades e projetos que transformam vidas.
Sigo de cabeça erguida, com integridade, respeito e consciência tranquila. Tenho orgulho da minha trajetória e de tudo que construí com muito trabalho.
E, politicamente, também deixo muito claro: eu tenho minha posição e faço minhas escolhas.
Respeito quem pensa diferente, porque democracia é isso. Mas ninguém vai decidir por mim, pelo meu mandato ou pelo povo que confiou em mim.
O mandato é meu. Minha consciência é minha. Minhas escolhas políticas também”.
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E o Jardim de Alah? Aquela aberração?
Isso, a concessão do Jardim de Alah oara criação de shopping, estacionamento e impermeabilização do solo é um crime contra a natureza, a qualidade de vida e a história
É impressionante o que está acontecendo de permissões dós órgãos publicos, para obras faraônicas na Cidade do RJ, como se fossemos uma cidade que tudo funciona plenamente, quando deveriam pensar em resolver os graves problemas que temos, como: favelização da cidade em áreas de preservação ambiental, esgoto desaguando nos rios lagoas e mar, segurança para população, que hoje é dominada pelo tráfico e milicia, transportes ainda precários, e muito mais.
Quando isto tudo estivesse resovido, aí sim poderiamos gastar em outras melhorias, se posso assim chamar este teleférico.
Na rua homem de melo 169 Tijuca os moradores então sendo massacrados por uma obra irregular da Opportunity
Nós do Movimento Parque Radical Verde procuramos também a vereadora Luciana Boiteux, entre outros no início de 2023 para denunciar a construção de uma garagem do BRT no Parque Radical Verde mas não conseguimos barrar a obra.