O Consórcio Nova Via Mobilidade, responsável pela Trens RJ, rompeu o contrato que tinha com a Planner, corretora que administrava fundos de investimento ligados à concessionária de trens. A empresa é investigada por ter participado das negociações entre Rioprevidência e Banco Master.
A informação foi confirmada pela Trens RJ nesta segunda-feira (01). O consórcio informou que busca uma nova instituição financeira para assumir a gestão dos fundos de suporte da operação ferroviária.
A Planner é acusada de intermediar as operações financeiras irregulares associadas a ativos do Banco Master e ao Rioprevidência. A Polícia Federal investiga a atuação da corretora nos aportes e se houve fraude nos R$ 20 milhões pagos em taxas de corretagem.
Trens RJ demitiu cerca de 100 funcionários
Além da rescisão do contrato, a Trens RJ também anunciou o desligamento de cerca de 100 funcionários dos setores de manutenção e maquinistas. O consórcio declarou, em nota, que as demissões correspondem a menos de 2,5% do quadro total de colaboradores e integram uma reforma operacional para a mudança de gestão. A maior parte das vagas herdadas da SuperVia não foi afetada.
Após uma fase de transição nas últimas semanas, a nova operadora das linhas ferroviárias assumiu neste sábado (30), de forma oficial, o comando sobre os trens urbanos do estado do Rio. A empresa assinou um contrato de permissão com duração de cinco anos. O plano do governo do estado prevê o investimento de mais de R$ 600 milhões nos próximos cinco anos para a recuperação da infraestrutura ferroviária.
Com informações da rádio “Bandnews”.

