Enfermeiros, auxiliares e outros funcionários terceirizados que atuam na rede municipal de saúde de Maricá começaram o ano com salários atrasados — de novo. Segundo relatos, o Centro de Medicina e Projetos Especiais (Cempes), uma das organizações sociais que gerem unidades municipais, atrasou o pagamento das remunerações em janeiro e, após acertar as contas do último mês, ainda não regularizou os contracheques em fevereiro.
A situação já aconteceu em períodos anteriores, segundo os terceirizados da Cempes, que têm um dos contratos mais expressivos da saúde no município. A Prefeitura de Maricá contratou a empresa por R$ 280,6 milhões para que ela opere serviços de atenção primária e unidades de atenção especializada na cidade.
O município afirma que “todos os repasses à instituição foram realizados dentro dos prazos previstos e sem qualquer alteração” nos últimos meses. Nesta semana, a prefeitura disse que solicitou providências imediatas para que a Cempes acertasse as contas dos funcionários.
Empresa diz que já acertou salários em Maricá; funcionários CLT negam
Procurada ao longo da semana, a Cempes disse “lamentar” o problema e prometeu que os pagamentos começariam a ser processados na última quinta-feira (12). No entanto, segundo relatos de funcionários, a situação só começou a ser regularizada nesta semana entre os profissionais contratados sob o regime de pessoa jurídica.
Uma funcionária terceirizada, que preferiu não ser identificada, disse que nenhum dos profissionais de carteira assinada recebeu. “Ninguém dos CLT recebeu. Soube que eles pagaram alguns [funcionários de] postos de saúde e dos CAPSi e CAPS AD, mas parece que foi algo para dar uma ‘disfarçada’, meio que um ‘cala a boca’”, contou.
Em nota, a Cempes afirmou que tem “tratado a situação com a máxima seriedade” e classificou o atraso de janeiro como uma “intercorrência administrativa, registrada de forma pontual”. Segundo a empresa, o atendimento em unidades de saúde de Maricá não foi afetado.

