Os vereadores Rogério Amorim (PL) e Monica Benicio (PSOL) entraram em um cabo de guerra em torno da sessão extraordinária desta terça-feira (10) na Câmara do Rio, convocada em homenagem ao Mês das Mulheres. O nó está numa tentativa de acordo — ainda sem sucesso — para retirar da pauta dois projetos polêmicos de autoria dos parlamentares.
A ideia seria respeitar o velho pacto de damas e cavalheiros da Casa: não levar temas espinhosos para sessões extras. O problema é que tanto o líder do PL quanto a vereadora do PSOL mantiveram na ordem do dia suas propostas, que podem travar o debate no Palácio Pedro Ernesto.
Propostas dos vereadores na Câmara do Rio
O primeiro a ser votado será o projeto de Amorim, que cria o Programa de Assistência Integral às Mulheres Vítimas de Estupro. A proposta prevê uma bolsa-auxílio para mulheres que decidirem levar a gestação adiante ou entregar o bebê para adoção, além de atendimento médico e psicológico gratuito, com consultas e terapia de apoio.
Do outro lado, está a proposta de Monica que institui a Campanha Permanente Marielle Franco – Resistência Vive. A iniciativa pretende valorizar a juventude e promover ações educativas, culturais e sociais voltadas ao enfrentamento das desigualdades e da exclusão social, especialmente entre grupos marginalizados.
Amorim diz que, desde segunda-feira (9), tenta costurar um acordo com a vereadora do PSOL para evitar que o debate descambe para a polêmica e que vai repetir isso em plenário. Mas deixou claro o recado: só retira o seu projeto se a colega fizer o mesmo com o dela — algo que, até agora, não aconteceu.

