O vereador Salvino Oliveira (PSD) — um dos mais jovens da casa legislativa do município — falou pela primeira vez sobre sua prisão na operação que investiga ações da facção Comando Vermelho na capital. Após deixar a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na tarde de sexta-feira (13) —por determinação do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) — Salvino publicou em suas redes sociais uma “carta aberta” em que agradeceu o apoio dos seguidores, além de declarar que estão tentando usá-lo em uma “guerra política”.
“Como todos acompanharam, nos últimos dias fui vítima de uma perseguição política que infelizmente resultou na minha prisão. Fico triste ao ver que o lado ruim da política se utilizou do trabalho dos nossos bons policiais. Mas, graças a Deus, a Justiça reviu a decisão e hoje estou em casa. Quero agradecer a cada um de vocês pelo apoio, pela força e pelo carinho […] Sei que estão tentando me usar em uma guerra política, mas precisamos manter a calma e permanecer unidos. O segredo da nossa vitória sempre
foi a força da nossa união”, disse o vereador em um trecho da publicação.
Motivos que levaram à prisão de Salvino Oliveira
O parlamentar foi preso em uma operação da Polícia Civil que investiga o suposto envolvimento de políticos e agentes públicos com o Comando Vermelho (CV). Segundo as investigações, ele teria negociado quiosques na Gardênia Azul com traficantes da comunidade em troca de apoio para sua campanha nas eleições municipais de 2024.
Além disso, a investigação aponta supostas movimentações financeiras atípicas do vereador, que somam mais de R$ 100 mil, incluindo 11 depósitos em dinheiro vivo. O esquema envolveria também um assessor do gabinete do parlamentar e sua esposa, ligados a uma empresa com movimentação de R$ 35 milhões em dois anos, atualmente investigada no processo.

