O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vai fazer uma vistoria na Rua Primeiro de Março para verificar possíveis danos aos prédios tombados, após a passagem de megablocos.
O Iphan chegou a enviar dois ofícios à Prefeitura do Rio pedindo a alteração do trajeto dos cortejos por temer que a superlotação causasse danos às igrejas e ao Paço Imperial, mas não obteve respostas.
Durante o carnaval, o megabloco “Fervo da Lud” atraiu 1,2 milhão de pessoas para a rua. No próximo sábado, o bloco da cantora Anitta é esperado com um número semelhante de foliões, encerrando o carnaval de 2024.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) determinou a realização de novos testes em trechos de obras de recapeamento do asfalto em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Só então vai decidir se houve, de fato, prejuízo aos cofres públicos, por uso de uma camada de espessura inferior à contratada, e qual seria o valor do dano.
O caso envolve o contrato nº 054/2022, firmado com a Construtora Metropolitana S.A. para obras de recapeamento e sinalização viária em Campos. Auditoria do TCE-RJ identificou problemas na execução do pavimento, entre eles a ausência de controles tecnológicos obrigatórios para verificar a espessura e a compactação do asfalto.
Parte das vias foi submetida a testes e apresentou espessura abaixo dos parâmetros previstos nas normas técnicas. Em relação a outro conjunto de vias, porém, os ensaios não chegaram a ser realizados. Foi justamente para esses trechos que a secretaria tentou calcular o possível prejuízo por meio de uma estimativa.
A Comissão de Tomada de Contas Especial chegou a R$ 6.119.727,40 usando uma metodologia chamada de “espelhamento”. O cálculo considerou os resultados encontrados nas vias que foram testadas para estimar o que teria ocorrido nas vias que não passaram pelos ensaios.
A relatora do processo, conselheira Marianna Montebello Willeman, considerou que essa metodologia não oferece segurança suficiente para determinar um débito. Segundo o voto, não é possível simplesmente presumir que as vias não testadas apresentem a mesma espessura ou os mesmos problemas encontrados nos trechos que foram submetidos aos ensaios.
O Tribunal também apontou problemas na própria metodologia usada para chegar aos R$ 6,1 milhões. Um deles foi o uso de 4,75 centímetros como referência para o cálculo financeiro. Esse número representa o limite mínimo de aceitabilidade técnica previsto na norma, enquanto a espessura nominal prevista no projeto e utilizada para remunerar o serviço era de 5 centímetros.
Outro problema apontado é que a redução da espessura do asfalto não necessariamente representa uma perda proporcional no valor ou no desempenho da pavimentação. Por isso, o Tribunal considerou que o cálculo poderia inclusive não refletir corretamente a dimensão do eventual prejuízo.
Com isso, o TCE-RJ decidiu sobrestar a análise do mérito da tomada de contas. Na prática, o processo fica suspenso até que sejam produzidas as provas técnicas necessárias.
A Corte determinou que a secretaria notifique a Construtora Metropolitana para que faça, às próprias expensas, a extração de corpos de prova nas vias que ainda não foram testadas e realize os controles tecnológicos obrigatórios.
Caso a empresa se recuse ou permaneça em silêncio, a própria pasta deverá providenciar os testes, diretamente ou por terceiros. O custo dessa operação deverá ser incluído no eventual dano ao erário que venha a ser posteriormente apurado.
Depois dos ensaios, a Comissão de Tomada de Contas terá de refazer o cálculo, desta vez com base na espessura e na qualidade efetivamente encontradas no pavimento. Também deverá reavaliar quem são os responsáveis e se os serviços podem ser considerados aceitáveis de acordo com as normas técnicas.
A decisão chama atenção ainda para a conduta da construtora. Segundo o processo, a empresa foi notificada diversas vezes para apresentar os controles tecnológicos e teria se recusado a realizar os ensaios, inclusive questionando a responsabilidade pelo pagamento dos testes.
O TCE-RJ considerou a resistência uma infração contratual relevante.
Em outras obras, asfalto com espessura irregular gerou prejúizo de R$ 14,2 milhões
O acórdão, aprovado por unanimidade pelo plenário virtual, em abril de 2026, não condenou a empresa a devolver os R$ 6,1 milhões. O valor é, neste momento, uma estimativa considerada insuficiente para a imputação de débito.
O processo também registra que, em relação a outros trechos da mesma obra que foram efetivamente testados, o TCE-RJ já havia identificado anteriormente um dano de R$ 14,256 milhões. Essa apuração é distinta da investigação sobre as vias que não passaram pelos ensaios e que agora serão novamente analisadas.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) afirmou, nesta sexta-feira (25), que os pedidos repetidos apresentados pela defesa de Anthony Garotinho (Republicanos) geraram “movimentações desnecessárias” no processo que analisa sua candidatura ao governo do estado.
Em despacho, o relator do processo, desembargador Bruno Bodart, registrou que os recursos apresentados pela defesa contra o indeferimento da candidatura foram liberados para julgamento em mesa no dia 23 de setembro. Na sequência, fez a ressalva sobre os sucessivos pedidos apresentados pelos advogados.
“Convém registrar que o peticionamento reiterado por parte do impugnado gera movimentações desnecessárias e causa morosidade processual”, escreveu.
Julgamento de Garotinho está previsto para terça-feira
Os embargos de declaração foram apresentados pela defesa em 14 de setembro, três dias depois de o TRE-RJ ter indeferido por unanimidade o registro da candidatura de Garotinho ao governo.
O recurso questiona a decisão que considerou a suspensão dos direitos políticos do candidato por oito anos, decorrente de uma condenação definitiva por improbidade administrativa. A defesa sustenta que esse período já terminou.
Os embargos foram liberados para julgamento em mesa em 23 de setembro e estão previstos na pauta da sessão do TRE-RJ da próxima terça-feira (29).
Caso a decisão seja mantida, a defesa poderá levar a discussão ao Tribunal Superior Eleitoral.
O Hacktudo – Festival de Cultura Digital volta ao Rio de Janeiro neste fim de semana para comemorar dez anos de evento. A programação será realizada neste sábado (26) e domingo (27), no Museu de Arte Moderna do Rio, com entrada gratuita.
O festival reúne atrações de tecnologia, arte e ciência para diferentes idades, com experiências envolvendo inteligência artificial, realidade mista, robótica, drones, games e instalações interativas. A edição deste ano também marca a primeira vez que o Hacktudo será realizado em duas cidades: depois do Rio, o evento segue para São Paulo, nos dias 3 e 4 de outubro.
Instalações do Hacktudo misturam tecnologia e arte
Entre os destaques no MAM Rio está “O Mundo Girou”, instalação criada pelo idealizador do festival, Miguel Colker, especialmente para os dez anos do Hacktudo. A obra é formada por 20 cubos giratórios, com 80 faces, que apresentam transformações ocorridas na última década por meio de imagens, dados, manchetes, gráficos e outros elementos.
O Cérebro-Luz também retorna ao festival com uma novidade. A experiência sonora “Vozes da Mente” explora a relação entre o funcionamento do cérebro e a inteligência artificial, utilizando vozes, palavras e sons para criar uma paisagem sonora.
Outra atração que volta ao festival é a Medusa, instalação do artista multimídia Rodrigo Rez formada por mais de 100 metros de fitas de LED sensíveis ao som. As luzes reagem às vozes e aos movimentos dos visitantes.
O público também poderá experimentar atrações como pintura em realidade virtual, impressão 3D, uma harpa formada por feixes de laser e instalações que usam inteligência artificial para criar imagens e conteúdos em tempo real.
Drones e robôs também estão na programação
A programação inclui ainda atividades de pilotagem de drones, com simuladores, circuitos e modelos usados em corridas. Na área de robótica, o público poderá controlar robôs em partidas de hóquei e acompanhar partidas de futebol disputadas por robôs autônomos desenvolvidos por equipes brasileiras.
A proposta do festival é aproximar o público dessas tecnologias por meio de experiências práticas, em vez de apenas apresentar os equipamentos e conceitos.
Serviço
O Hacktudo será realizado no Museu de Arte Moderna do Rio (MAM Rio), na Avenida Infante Dom Henrique, 85, no Parque do Flamengo.
Quando: sábado (26), das 16h às 22h; domingo (27), das 14h às 20h
Entrada: gratuita
Ingressos: disponíveis no site do festival
A Prefeitura do Rio vai liberar, em dias úteis com jogos e eventos em São Januário, paradas na Estação Vasco da Gama para as linhas expressas do BRT Transbrasil, atendendo a um pedido da Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara do Rio.
Segundo estudos apresentados pela comissão, o BRT é o transporte de alta capacidade mais próximo do estádio, já que a Estação Vasco da Gama fica a cerca de 500 metros de São Januário.
Atualmente, a estação permite o embarque e desembarque apenas de passageiros das linhas paradoras. Com isso, torcedores relatam dificuldades e atrasos tanto na chegada quanto na saída dos jogos, agravado pelo trânsito na Avenida Brasil nos horários de rush.
Linhas expressas 61 e 73 vão ficar disponíveis até às 19h30
Em ofício enviado nesta quarta-feira (24), a Mobi-Rio informou que vai liberar a parada das linhas 61 (Deodoro x Terminal Gentileza – Expresso) e 73 (Terminal Pedro Fernandes x Terminal Gentileza – Expresso) na estação em dias de jogos e eventos. Por enquanto, será mantida a grade de horários atual das duas linhas.
Na prática, a medida contempla inicialmente apenas eventos realizados em dias úteis e dentro do horário de operação das linhas: até 19h25 na linha 61 e 19h30 na linha 73.
Segundo o vereador Pedro Duarte (PSD), presidente da Comissão de Assuntos Urbanos, essa primeira etapa será tratada como um período de testes. A comissão pretende avaliar os resultados e estudar a extensão da parada para fins de semana e outros horários.
“São Januário está em alta, virou uma vitrine não só dos vascaínos, mas também orgulho de todos os moradores do estado. A comissão vai acompanhar o resultado desta primeira fase e ampliar os estudos para que a medida se estenda para os fins de semana e até para os horários após as 19h30, o que minimizaria os impactos na saída do estádio, já que muitos jogos acabam no final da noite”, afirmou Duarte.
Filha da ex-vereadora Verônica Costa, Jeniffer Costa gravou um vídeo defendendo a mãe e divulgou nas redes sociais na tarde desta sexta-feira (25). Verônica foi presa na quinta-feira (24), depois de ter sido condenada por tortura contra o ex-marido, Márcio Costa. A filha da “Mãe Loira do Funk” começou dizendo que “o abusador virou vítima”, referindo-se a Márcio. Ela pediu que as mulheres “resistam”, classificando a mãe como símbolo da luta feminina e dizendo que a mãe é inocente.
“A minha mãe não é uma bandida”, desabafou.
Verônica Costa apareceu algemada à irmã após ser transferida para o presídio de Benfica. Foto: Reprodução de TV
Risco de ser morta enquanto estava casada
Jeniffer disse ainda que Verônica corria risco de morrer enquanto estava no relacionamento.
“Eu quero falar que a minha mãe é o símbolo da resistência das mulheres. Era ela ou era ele. A minha mãe poderia estar morta, eu poderia estar fazendo esse vídeo chorando ou no enterro da minha mãe. E eu quero falar isso para todas vocês, mulheres. Resistam, resistam, porque você acabou de ver que uma mulher foi encontrada morta na mala na França. Toda hora tem uma mulher morrendo, toda hora tem um pai e uma mãe chorando, tem um filho chorando.”, disse.
Avisos da família e denúncias de violência doméstica
A filha ainda disse que Verônica foi avisada sobre não continuar no relacionamento.
“E eu sei que muitas das vezes as pessoas ouvem, não fica com essa pessoa e aconteceu com a minha mãe. A minha avó falou várias vezes, não fica com esse homem, minha filha. A minha mãe estava literalmente apanhando, ele tinha apontado uma arma para a minha mãe, ele tentou tirar a vida da minha mãe.
A minha mãe foi atrás da polícia por ajuda. Se você vir, antes de o abusador ter acusado a minha mãe, a minha mãe já tinha uma queixa contra ele, porque ele tinha uma arma atrás da minha mãe. Então, por mais que, como filha, eu não sei como eu estou fazendo esse vídeo, mas que isso seja de alerta para todas vocês, mulheres. Não fiquem com medo do que está acontecendo com a minha mãe, porque a minha mãe lutaria por todas vocês, minha mãe nunca deixou de lutar. Sempre nos vídeos, sempre fazendo prevenção da violência contra as mulheres. Eu quero que vocês olhem para si, sabe por quê? O que não tem jeito é quando a gente morre, quando a gente não está aqui. Mulheres, não desistam”.
A jovem acrescentou ainda que tem recebido apoio dos parentes neste momento difícil para a família.
“Eu quero agradecer todos os familiares que estão com a minha mãe nesse processo. A minha tia, o meu tio, o meu outro tio. Sabe por quê, gente? Porque a gente precisa da nossa família para nos defender, quando as coisas estão ruins, quando você está sofrendo e você não sabe, quando você está correndo risco de morte”.
Remédios controlados usados para dopar: ‘Ela não conseguia levantar’
Jeniffer acusou Márcio de tentar controlar Verônica administrando remédios controlados durante o tempo em que eles se relacionaram.
“Agora, eu quero falar eu como filha, né? Para vocês, são dez anos agora, mas vocês sabem quantos anos eu não tenho minha mãe? Os 10 anos que a minha mãe estava casada com o marido dela, eu quase não tenho memória da minha mãe. A minha mãe é do médico, ele dava muito remédio para a minha mãe dormir à noite. Ela tinha muitas vezes, muitas das vezes, falta no trabalho. Ela não conseguia levantar, só ficava deitada por muitos anos, todos os anos que a minha mãe ficou casada com ele. Eu acho que uma das memórias que me marcaram foi quando ela falou assim: ‘Minha filha, vou na piscina com você’. Aí eu falei assim, foi o dia mais feliz da minha vida. E eu fui com a minha mãe na piscina, quando eu era pequena. Esse homem nunca deixava a minha mãe ficar sozinha”.
Vigilância até dentro do consultório médico
A filha de Verônica disse ainda que Márcio era extremamente controlador no relacionamento:
“Para todos que o conheceram, quando ele estava com a minha mãe, ele estava sempre grudado. A minha mãe ia trabalhar, ele estava com ela. A minha mãe ia para o médico, ele tentava entrar no consultório do médico com ela. Eu nunca tive minha mãe sozinha esse tempo todo que ela estava casada com ele. Então, e para muitos de vocês, dez anos. Teve esses dez anos que eu perdi com a minha mãe quando ela estava casada com ele. E teve esses 15 anos praticamente que esse processo está acontecendo. A minha mãe está presa psicologicamente, assim como eu, meu irmão e todos que conhecem ela, os amigos. A gente perdeu muito mais do que dez anos já. A gente perdeu uns 25 anos e agora minha mãe está sendo condenada. Por me defender, eu quero que vocês, mulheres, olhem para ela. Pelo menos ela está viva. Ela está viva, gente. Ela está viva. E ela está respirando. Mulheres, lutem. Familiares, ajudem quem está precisando de ajuda. Não deixe ela sozinha. Essa minha mensagem é para falar que eu não vou desistir de lutar pela minha mãe. Eu tenho muito orgulho da minha mãe. E eu nunca vou abaixar a minha cabeça quando eu andar na rua. Ela é um exemplo para mim. É um exemplo de mulher. Quantas vezes eu estava com ela, as pessoas paravam para agradecer ela. Que ela ajudou ele a sair de um relacionamento tóxico, abusivo. Mulheres, cuidado. Cuidado. Cuidado com vocês. Gente, essa mensagem eu estou falando para vocês, porque eu sei que minha mãe sempre se preocupa muito com o próximo. Então eu estou falando para vocês nesse momento. A minha mãe não é uma bandida. A minha mãe não é uma bandida”.
Transferência para presídio algemada ao lado da irmã
Ainda nesta sexta-feira, Verônica Costa apareceu algemada à irmã, Tatiane Chaves Ribeiro, ao ser transferida da sede Polinter (Delegacia de Polícia de Capturas e Polícia Interestadual) para o Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte do Rio. Verônica foi presa em Petrópolis, após intensas buscas da polícia. Ela foi condenada a 10 anos e oito meses de prisão por torturar o ex-marido, Márcio Costa, sobrinho de Rômulo Costa, dono da Furacão 2000 e ex da “Mãe Loira do Funk”, a ex-vereadora teve esgotados todos os seus recursos na Justiça.
“O agressor está solto e eu estou presa. Eu não mereço estar presa. A Justiça errou comigo. Eu não sou nenhuma bandida. Nunca, vê o meu histórico, eu tenho 36 anos de vida pública”, disse Verônica.
Tatiane Chaves Ribeiro também foi presa por participação no crime. Márcio Costa denunciou, em 2011, que foi atraído a um local que se tornou seu cativeiro, amarrado com cordas e correntes e espancado por Verônica e quatro parentes. Márcio relatou que foram 20 horas de terror, tendo o corpo banhado por combustível, enquanto seus algozes ameaçavam o tempo todo colocar fogo nele. O homem também disse que inseticida foi jogado em seu rosto.
Além de Veronica, foram presos, na quinta-feira (24), Bruno Chaves Ribeiro, irmão de Verônica, Tatiane Chaves Ribeiro, irmã da empresária; e Bruno Marcelo Bahia Marques, marido de Tatiane e cunhado da funkeira. Um outro parente segue foragido.
A história de Verônica e Márcio já começou conturbada. Ela era casada com Rômulo Costa, que a acusou de tê-lo traído com Márcio em sua própria cama, no início dos anos 2000. Na época, a “Mãe Loira” negou. Tempos depois, porém, apareceu casada com o sobrinho do empresário. E depois de muito tempo deu entrevista dizendo que seduziu Márcio para se vingar de Rômulo, que a teria traído com Priscila Nocetti, na época musa da Furacão 2000.
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), sancionou a lei que cria o Programa Municipal de Democratização do Acesso à Cultura nas Favelas. A medida foi publicada nesta sexta-feira (25) no Diário Oficial do município.
De autoria do vereador Salvino Oliveira (PSD), a legislação estabelece medidas para ampliar a participação de moradores de favelas em atividades e espaços culturais da cidade, como teatros, cinemas, espetáculos, museus e exposições.
Entre as medidas previstas está a possibilidade de a prefeitura firmar parcerias com produtores culturais, empresas e organizações da sociedade civil para reservar um percentual de ingressos a preços populares exclusivamente para moradores de favelas.
Incentivo à cultura nas favelas
A lei também prevê a criação de pontos físicos para venda e retirada de ingressos dentro das comunidades, preferencialmente em equipamentos públicos já existentes. A ideia é descentralizar a comercialização e facilitar o acesso dos moradores a eventos realizados em diferentes regiões da cidade.
Além de ampliar o acesso aos equipamentos culturais, o programa também busca estimular a produção dentro das próprias comunidades. A legislação permite que o município fomente a produção e a circulação de eventos culturais nas favelas, com apoio técnico e logístico do poder público.
O programa prevê ainda ações de divulgação e sensibilização sobre o direito à cultura como política pública, além do estímulo à economia criativa nas favelas por meio da circulação de público.
“Cultura também é direito, e o lugar onde uma pessoa mora não pode determinar quais experiências culturais estarão ao alcance dela. A gente precisa aproximar os moradores das favelas dos teatros, cinemas, museus e outros espaços culturais da cidade, mas também fortalecer a produção cultural que já existe dentro desses lugares. Democratizar a cultura é fazer com que ela circule mais, chegue a mais pessoas e reconheça as favelas também como territórios de produção e criação”, afirma o vereador Salvino Oliveira.
Pela nova legislação, são consideradas favelas as localidades reconhecidas pelo Instituto Pereira Passos (IPP) ou por outro órgão oficial de planejamento urbano do município.
O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) afirmou, em uma transmissão ao vivo no Instagram na tarde desta sexta-feira (25), que vai manter sua candidatura ao governo do estado do Rio e que não pretende fazer acordo com os candidatos Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL).
A manifestação ocorreu após veículos de comunicação noticiarem que Garotinho iria desistir da disputa e que não pretendia apoiar, neste momento, outra candidatura.
Na live, o ex-governador negou que tenha tomado essa decisão e afirmou que continuará na corrida pelo Palácio Guanabara.
“Sou candidato. Isso tudo está sendo feito para confundir”, afirmou Garotinho. Segundo ele, nunca houve intenção de abandonar a candidatura.
Ataques aos adversários
Durante a transmissão, Garotinho respondeu questionamentos de seguidores e reagiu a comentários, como os que disseram que a veiculação da notícia falsa era um ataque contra ele direcionada pela base de algum outro candidato. Ele disse que estava sofrendo uma “covardia”.
O ex-governador também disse que não está “a serviço” de Paes ou de Ruas e descartou negociar com os dois adversários.
“Não negocio com Ruas, não negocio com Paes, porque eu não negocio com bandido. Deixando bem claro isso: os dois tem ligação com bandidos”, declarou.
Em outro momento, Garotinho criticou a divulgação da informação sobre uma possível desistência e afirmou que pretende descobrir a origem da notícia.
“Tem dedo de coisa grande nisso aí. E nós vamos descobrir quem passou essa informação. Se eu não descobrir, vou ser obrigado a entrar na Justiça para que desmintam isso”, disse.
Candidatura barrada no TRE-RJ
O registro de candidatura de Anthony Garotinho foi indeferido por unanimidade pelo TRE-RJ em 11 de setembro, sob o entendimento de que ele está com os direitos políticos suspensos em razão de uma condenação por improbidade administrativa.
Na quinta-feira (24), o TRE-RJ informou que os embargos foram recebidos pela Coordenadoria de Sessões e Acórdãos para inclusão na pauta de julgamento.
Com a candidatura ainda sub judice, o ex-governador mantém a campanha e afirma que só desistirá caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirme sua inelegibilidade nas instâncias superiores.
A construção civil vem ampliando sua participação no mercado de trabalho no Estado do Rio de Janeiro. Nos primeiros sete meses de 2026, o setor respondeu por 22% dos novos empregos com carteira assinada no estado. Na capital, esse número foi ainda mais expressivo: 31,53%.
De acordo com a economista da CBIC, o número de trabalhadores formais na construção na cidade cresceu 3,27% em julho deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2025. No estado, a alta foi de 4%.
O aumento reflete um mercado imobiliário que continua movimentado, embora enfrente um ambiente mais caro para produzir. Ieda lembrou que o Índice Nacional da Construção Civil (INCC) acumulou alta de 6,59% nos 12 meses até agosto, acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,22%. Além disso, a mão de obra subiu 7,60% no período, enquanto materiais e equipamentos avançaram 6,59%.
Vendas aumentam
Na comparação entre agosto de 2025 e agosto de 2026, as vendas na cidade do Rio cresceram 67,1%, segundo estudo da Brain Inteligência de Mercado. Sócio-diretor da empresa, Marcelo Gonçalves observou que os lançamentos aumentaram 21,7% no período, saltando de 1.888 para 2.298 unidades.
Os imóveis do segmento econômico responderam pela maior parte dos lançamentos de agosto: 1.131 unidades. “Em seguida aparecem os compactos, com 926 unidades lançadas”, disse Gonçalves.
A ex-vereadora Verônica Costa apareceu algemada à irmã, Tatiane Chaves Ribeiro, ao ser transferida nesta sexta-feira (25) da sede Polinter (Delegacia de Polícia de Capturas e Polícia Interestadual) para o Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte do Rio.
Verônica foi presa em Petrópolis, após intensas buscas da polícia. Condenada a 10 anos e oito meses de prisão por torturar o ex-marido, Márcio Costa, sobrinho de Rômulo Costa, dono da Furacão 2000 e ex da “Mãe Loira do Funk”, a ex-vereadora teve esgotados todos os seus recursos na Justiça.
“O agressor está solto e eu estou presa. Eu não mereço estar presa. A Justiça errou comigo. Eu não sou nenhuma bandida. Nunca, vê o meu histórico, eu tenho 36 anos de vida pública”, disse Verônica.
Tatiane Chaves Ribeiro também foi presa por participação no crime. Márcio Costa denunciou, em 2011, que foi atraído a um local que se tornou seu cativeiro, amarrado com cordas e correntes e espancado por Verônica e quatro parentes. Márcio relatou que foram 20 horas de terror, tendo o corpo banhado por combustível, enquanto seus algozes ameaçavam o tempo todo colocar fogo nele. O homem também disse que inseticida foi jogado em seu rosto.
Além de Veronica, foram presos, na quinta-feira (24), Bruno Chaves Ribeiro, irmão de Verônica, Tatiane Chaves Ribeiro, irmã da empresária; e Bruno Marcelo Bahia Marques, marido de Tatiane e cunhado da funkeira. Um outro parente segue foragido.
A história de Verônica e Márcio já começou conturbada. Ela era casada com Rômulo Costa, que a acusou de tê-lo traído com Márcio em sua própria cama, no início dos anos 2000. Na época, a “Mãe Loira” negou. Tempos depois, porém, apareceu casada com o sobrinho do empresário. E depois de muito tempo deu entrevista dizendo que seduziu Márcio para se vingar de Rômulo, que a teria traído com Priscila Nocetti, na época musa da Furacão 2000.
Durante sua fuga, Verônica abandonou suas duas cadelas no apartamento em que mora, no Recreio. Por causa disso, ela pode ser alvo de denúncia por maus-tratos contra animais. Para despistar a polícia e chegar até a Serra, Verônica teria trocado de carro quatro vezes.
O Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ) foi transformado na Universidade Federal de Ciência e Inovação do Rio de Janeiro (UFCI/RJ). A mudança foi publicada no Diário Oficial da União e altera a estrutura da instituição, que passa a ter autonomia administrativa, financeira, patrimonial e didático-científica.
A transformação, porém, não significa o fim dos cursos técnicos. A nova instituição continuará oferecendo formação técnica de nível médio, além de graduações, especializações, mestrados, doutorados e licenciaturas. Também serão mantidas as atividades de pesquisa, extensão e inovação.
Os mais de 20 mil estudantes atualmente vinculados ao Cefet passarão a integrar a UFCI/RJ, assim como os servidores. Os diplomas já emitidos pelo Cefet também continuam válidos.
Como universidade, Cefet ganha nova estrutura
A UFCI terá um reitor e um vice-reitor, além de um conselho universitário responsável por funções deliberativas e consultivas. A estrutura administrativa também passa a contar com competências próprias para a gestão da instituição.
Outro efeito previsto na nova configuração é a possibilidade de disputar editais e linhas de fomento destinadas a universidades, ampliando as alternativas de financiamento para projetos de ensino, pesquisa e inovação.
Toda a rede atualmente mantida pelo Cefet será incorporada à nova estrutura. São oito unidades distribuídas pelo estado: Maracanã e Maria da Graça, na capital, e outras seis em Nova Iguaçu, Itaguaí, Angra dos Reis, Valença, Petrópolis e Nova Friburgo.