O ex-deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), foi preso novamente pela Polícia Federal em sua residência em Teresópolis, nesta sexta-feira (27). A prisão é preventiva e foi determinada por um mandado do Supremo Tribunal Federal (STF).
Bacellar é investigado pelo vazamento de informações sigilosas em outra operação da PF contra o Comando Vermelho (CV), que levou à prisão do ex-deputado estadual TH Joias, em setembro de 2025. O ex-parlamentar foi encaminhado à Superintendência da PF, no Rio.
Esta não é a primeira prisão de Bacellar. Em 3 de dezembro de 2025, o ex-deputado foi detido pelas mesmas acusações, mas foi liberado seis dias depois, em 9 de dezembro, após a Alerj aprovar sua soltura por 42 votos a 21. Desde então, cumpria medidas cautelares em sua residência, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Além da investigação da PF, Bacellar teve o mandato de deputado cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (24). A condenação ocorreu no âmbito do escândalo da Ceperj, que também resultou na inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro (PL).
O novo mandado foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes. Ele determinou a prisão porque a soltura de Bacellar havia sido concedida pela Alerj com base no foro especial do presidente da Assembleia. Agora, com a cassação do parlamentar, essa prerrogativa deixou de valer.

