A Polícia Federal investiga se uma relação antiga de amizade foi usada para interferir nas apurações sobre os investimentos do Rioprevidência no Banco Master. Dois irmãos gêmeos presos na mais recente fase da Operação Barco de Papel mantêm laços de infância com Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do fundo previdenciário estadual, também detido.
Os irmãos Rafael e Rodrigo Schmitz vivem em Itapema, em Santa Catarina, e foram presos dentro de um escritório de advocacia ligado à família. Segundo a PF, eles teriam atuado para retirar documentos e materiais considerados sensíveis de um imóvel no Rio de Janeiro antes que a investigação avançasse.
O apartamento fica em Botafogo, na Zona Sul, e era utilizado por Deivis Antunes. A suspeita é que o local tenha sido esvaziado dias antes da primeira ação da Polícia Federal, realizada em janeiro.
Ex-presidente foi preso ao retornar dos Estados Unidos
Deivis Antunes foi preso quando voltava ao Rio por via terrestre, após desembarcar em São Paulo. Ele vinha dos Estados Unidos, onde estava desde meados de janeiro. A abordagem ocorreu na Via Dutra, no Sul Fluminense, durante uma operação conjunta da Polícia Federal com a Polícia Rodoviária Federal.
Após a prisão, ele foi levado para a delegacia da PF em Volta Redonda e, posteriormente, transferido para a sede da corporação na capital.
Pouco antes disso, Deivis havia deixado o comando do Rioprevidência. Em carta, negou irregularidades e afirmou que sempre atuou de forma técnica e responsável.
Com informações do jornal “O Globo”.

