A reunião desta semana entre o senador Flávio Bolsonaro, o governador Cláudio Castro e o presidente do PL, Altineu Côrtes, não vai só encerrar a disputa pelo candidato da base ao governo do estado na eleição indireta da Assembleia Legislativa. Também vai traçar os rumos de Castro.
O governador vai encontrar um pré-candidato à presidência muito mais forte, alimentado pela ascensão nas intenções de voto revelada pelas pesquisas internas do partido — especialmente no Rio.
E, principalmente, muito menos paciente com “mimimi” político.
Flávio acha que a prioridade para o PL, neste momento, é mirar em dois grandes conglomerados partidários, a Federação União Progressista e o Republicanos — que arrasta uma asa para o prefeito Eduardo Paes (PSD), mas ainda não bateu o martelo.
Então, se Castro acha que vai convencer os dois interlocutores sobre a escolha de seu chefe da Casa Civil, Nicola Miccione, para a eleição indireta, é bom reforçar os argumentos. Não há disposição para isso.
E, se tentar pressionar, usando a sua posição privilegiada nas pesquisas para o Senado como instrumento, o tiro pode sair pela culatra. Caso o governador anuncie que não vai deixar o Palácio Guanabara — como vem fazendo ultimamente — o PL pode aceitar sem discutir.
O plano B é lançar o deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos) no lugar de Castro, ao lado de Márcio Canella (União Brasil).
O encontro entre os três mandachuvas seria nesta segunda-feira (23). Mas, embora possa ser adiada por contratempos nas agendas, é consenso que desta semana a decisão não passa.
Castro entra na negociação fragilizado
Neste caso, diz um analista da conjuntura fluminense, o governador — hoje fragilizado pela proximidade do julgamento do Caso Ceperj, pelo escândalo do Banco Master e pelo avanço das investigações sobre Rodrigo Bacellar — deixa de ser uma preocupação para o PL.
Para bom entendedor, meio risco já vale o alerta.

