Que o presidente do TJ (Tribunal de Justiça do Rio), Ricardo Couto de Castro, não quer ficar um dia a mais que o necessário no comando do estado, até a famosa estátua vendada que representa a Justiça em Brasília já sabe. Mas, mesmo obrigado a segurar a caneta, o desembargador parece que só vai fazer o mínimo — e indispensável.
Desde que o governador Cláudio Castro (PL) viajou, e ele foi automaticamente oficializado como substituto, nenhuma medida assinada pelo chefe do executivo foi publicada — como comprovam os Diários Oficiais de quinta e de sexta-feira.
Presidente do TJ está no controle de um estado com a previsão de R$ 19 bilhões de déficit
O presidente do TJ assumiu a cadeira na noite da última quarta-feira (28) — e só porque o governador está ausente e fora do país; o vice, Thiago Pampolha, renunciou; e o presidente da Assembleia, Rodrigo Bacellar (União) foi afastado do cargo pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Mas o estado está com uma previsão de déficit de R$ 19 bilhões em 2026 — e parece que o desembargador não que ver o nome dele no meio dessa confusão.
E quem há de criticar o moço?

