Entre os projetos apresentados à base na Câmara do Rio nesta segunda-feira (2), está a proposta de liberar a construção de duas torres no terreno do Moinho Fluminense, na Gamboa, Zona Portuária. A medida integra o programa Mata Maravilha, anunciado como prioridade de 2026 pelo prefeito Eduardo Paes (PSD), às vésperas de sua renúncia para concorrer ao Palácio Guanabara.
Na reunião, estiveram presentes o prefeito, vereadores governistas e secretários municipais. Quem detalhou o projeto foi o vice Eduardo Cavaliere, já começando a esquentar a cadeira que ficará vaga oficialmente em 20 de março, quando Paes deve deixar o cargo.
A ideia é permitir que os proprietários levantem as duas torres para, assim, construir um parque verde ao redor do Moinho Fluminense, que abrigaria 50 mil árvores. O projeto faz parte de um plano maior de revitalização da Região Portuária, que inclui a criação de uma “floresta urbana” em 223 mil m².
Sobre o Moinho Fluminense
Tombado pelo Iphan e prefeitura, o moinho, localizado na Rua Sacadura Cabral, foi a primeira fábrica de moagem de trigo do Brasil, inaugurada em 1887 com alvará assinado pela Princesa Isabel. Em 2016, suas atividades foram transferidas para uma unidade moderna em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
O governo municipal chegou a anunciar a desapropriação do imóvel, mas desistiu em abril de 2025. Com isso, o terreno passou para a Autonomy Capital, que pretende iniciar atividades de negócios na região em parceria com Alex Allard, por meio da AI Moinho Empreendimento.

