A Favela do Metrô Magueira, na Zona Norte, como é popularmente conhecida a localidade onde houve um desabamento na madrugada desta segunda-feira (2/2), já foi alvo de diversas tentativas de remoção e derrubada das construções pela Prefeitura do Rio. Entre 2010 e 2015, como parte das intervenções urbanas para preparar a cidade para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, cerca de 600 famílias chegaram a ser removidas e a realocadas em apartamentos do Minha Casa, Minha Vida.
A prática, porém, foi duramente criticada por entidas de classe, como a Comissão de Direitos Humanos da OAB, profissionais de arquitetura da UFF e da UFRJ e partidos de oposição, como o Psol. Em 2015, estudantes da UERJ chegaram a fechar a então avenida Radial Oeste (hoje Rei Pelé) em protesto contra a política de remoção e houve conflito com policiais do Batalhão de Choque. Em agosto do mesmo ano, uma liminar do Tribunal de Justiça determinou a suspensão das remoções.
Recentemente, novas construções irregulares voltaram a surgir no local. Em abril de 2021, a prefeitura fez uma nova operação para demolir 14 prédios que haviam sido construídos.

