O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), participou, nesta quarta-feira (18), da assinatura do acordo de cessão do prédio do antigo Automóvel Clube do Brasil, na Rua do Passeio, na Cinelândia, para a criação do Museu do Petróleo e Novas Energias. O edifício histórico, que está sendo restaurado pela Prefeitura do Rio, será gerido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás e Biocombustíveis (IBP) por 30 anos, funcionando, então, como um novo equipamento cultural da cidade, dedicado à preservação da história da indústria de petróleo e gás e à promoção do debate sobre a transição energética.
O investimento do espaço — de cerca de 4,4 mil metros quadrados distribuídos em três pavimentos — é de R$ 36,3 milhões. O projeto prevê a implantação de um espaço expositivo e educativo voltado à difusão de conhecimento sobre o setor energético e suas transformações.
“Hoje é um dia muito simbólico para o Rio. Esse prédio foi inaugurado na época do Império originalmente como um dos grande salões da cidade […] O Museu do Petróleo e Novas Energias nasce com o objetivo de preservar a memória, mas também para pensar o futuro, a transição energética, a inovação e as novas tecnologias. E fazer isso dentro desse prédio tem um significado especial”, afirmou o prefeito Eduardo Paes (PSD), que pediu para que o instituto responsável pelo projeto do museu também invista no Passeio Público do Rio de Janeiro — parque localizado em frente ao prédio do Automóvel Clube.

Para a implantação do museu, o IBP conta com a parceria das empresas Petrobras, PRIO e CNOOC (China National Offshore Oil Corporation), além do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), responsável pelo desenvolvimento do projeto do museu. A expectativa é que o novo espaço seja inaugurado no primeiro semestre de 2028.
Patrimônio arquitetônico e histórico
Por se tratar de um imóvel tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC), todas as intervenções seguem diretrizes de preservação do patrimônio histórico, com acompanhamento técnico do órgão.
A obra de restauração do prédio, realizada pela Prefeitura do Rio, contempla a restauração das fachadas históricas, com recuperação de ornamentos, elementos decorativos e esquadrias originais, além da requalificação de ambientes emblemáticos do interior do edifício, como o hall principal, os foyers dos pavimentos e os salões principais, incluindo o espaço sob a cúpula. Também estão sendo realizados serviços de tratamento estrutural, recuperação de alvenarias, reforço de estruturas comprometidas e recomposição de elementos arquitetônicos deteriorados pelo tempo.


