A Prefeitura do Rio publicou, nesta segunda-feira (9), um protocolo que autoriza o recebimento e o armazenamento de alimentos levados de casa por alunos da rede municipal de ensino. A medida regulamenta lei do vereador Paulo Messina (PL) que cria o programa de terapia nutricional para estudantes autistas e neurodivergentes.
O protocolo prevê a elaboração de um plano alimentar individualizado para alunos diagnosticados dentro do espectro autista e para outros estudantes neurodivergentes que apresentem seletividade alimentar.
Pai de dois jovens autistas, Paulo Messina afirmou que as famílias atípicas comemoram a publicação do protocolo às vésperas do início do ano letivo.
“Autistas e neurodivergentes, muitas vezes, apresentam seletividade alimentar. Não é frescura. Muitos não comem determinados alimentos e não aceitam a merenda escolar. Por isso, é fundamental que haja uma interface entre os responsáveis e as escolas sobre os alimentos oferecidos a esses estudantes. Com a nossa lei em prática, passam a ser respeitadas as peculiaridades alimentares desses alunos. É um alívio para os pais saber que os filhos estarão devidamente alimentados”, afirmou o vereador.
Um dos objetivos do programa é mapear os alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas unidades de ensino e identificar seus hábitos alimentares.
“O objetivo é garantir a oferta de uma alimentação adequada para essas crianças, possibilitando sua permanência e adaptação ao ambiente escolar. Ninguém consegue aprender de barriga vazia. Ao permitir que o aluno leve o alimento de casa, muitos problemas podem ser evitados.”, explicou Messina, que preside a comissão especial de acompanhamento das políticas públicas voltadas a autistas e neurodivergentes.


Sou professora da rede municipal e em algumas creches isso já acontece. Só que a lei foi criada para beneficiar autistas que tem seletividade alimentar, o que não é nem de longe, o caso de todos.
Na prática, os pais de vários autistas entenderam que os filhos podem levar qualquer tipo de lanche só por serem autistas. Imagine o caos no refeitório, enquanto alunos neurotipicos (sem autismo), comem vitamina de banana, bolo de fubá, frutas, e chega um autista com Guaravita, Cheetos, bolinho Ana Maria… Estamos falando de crianças de 4 ou 5 anos, que não entendem de leis e ficam querendo o lanche dos colegas. Fora os outros autistas, que estavam comendo o lanche da escola, mais saudável, e de repente vêem um outro autista cheio de guloseimas e vão lá tentar pegar e etc. Lembrando que desde o primeiro governo Eduardo Paes, o número de crianças por turma só aumenta, é comum mais de 20 alunos por turma de creche. E cada turma tem 2, 3 alunos especiais laudados, fora os que notoriamente tem algum transtorno mas ainda não possuem laudo. É um grande confusão na hora da comida.
Não sou contra a lei, eu sou contra os pais! Há de ser ter bom senso! A comida da escola é gostosa e saudável, mas fica difícil de competir com esses alimentos ultra processados. O autista só deveria levar lanche de casa em caso real de seletividade alimentar, que é a minoria dos casos. E o lanche levado pra escola deveria tentar que se fosse o mais saudável possível. O resultado será que, ele alguns anos, veremos mais alunos autistas com sobrepeso em comparação com os outros, justamente pq, enquanto estão na escola, estão comendo todo tipo de porcarias enquanto os demais comem razoavelmente bem.