Após ser afastado pela corregedoria no último sábado (24), o capitão da Polícia Militar Alessander Ribeiro Estrella Rosa foi oficialmente demitido pela corporação nesta quarta-feira (28). Acusado de integrar um grupo de extermínio, ele é apontado como o responsável por um áudio que circula nas redes desde o fim de semana. No registro, ele supostamente negocia com traficantes do Comando Vermelho que atuam em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
A decisão foi assinada pelo secretário da PM, coronel Marcelo Menezes, e se baseia em um processo disciplinar de 2025 que liga o nome do capitão ao “Novo Escritório do Crime”, grupo acusado de atuar na execução de, pelo menos, dois homicídios sob encomenda no Rio. Estrella Rosa chegou a ser preso pelo caso em maio do ano passado.
Segundo nota da PM, o processo interno concluiu que o agente não “se enquadra nos critérios técnicos de comportamento e conduta necessários” para continuar na corporação. O desligamento foi comunicado ao governador Cláudio Castro (PL), que vai decidir se Estrella Rosa será expulso de forma definitiva.
Supostas negociações entre PM e traficantes em Belford Roxo são analisadas por MPF e MPRJ
Além da decisão do governador, o capitão da PM também aguarda, agora, o desenrolar do caso envolvendo as supostas negociações com traficantes em Belford Roxo. Os registros foram enviados em forma de notícia-crime ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Ministério Público do Rio (MPRJ), que analisam o caso.
Nos áudios, que foram divulgados online pelo ex-governador Anthony Garotinho, Estrella Rosa teria conversado com aliados de Doca, líder do CV procurado pela Polícia Militar. Em um dos registros, o nome do prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, é citado. Em comunicado nas redes sociais, Canella negou qualquer ligação com traficantes e afirmou estar à disposição das autoridades.

