O líder do PL na Câmara do Rio, Rogério Amorim, usou a sessão desta quarta-feira (11) para comentar o elefante na sala: a prisão do vereador Salvino Oliveira, do PSD de Eduardo Paes. Em sua declaração, disse que não é um dia de comemoração, mas questionou se o prefeito terá “hombridade” para comentar o caso envolvendo um parlamentar da sua base.
Amorim lembrou ainda que, nesta semana, tanto Paes quanto Salvino haviam acusado o Palácio Guanabara de ter ligação com o tráfico de drogas. Em seguida, foi acompanhado por um coro de outros membros da bancada do PL, partido do governador Cláudio Castro.
“O prefeito Eduardo Paes galhofou ontem também, dizendo que perdeu a conta de quantos secretários do estado estavam envolvidos com o tráfico de drogas. Será que ele vai ter hombridade de vir aqui falar ou vai fazer como sempre: virar as costas e fingir que não é dele? Como fez com Cabral [ex-governador]. O Salvino ele também desconhece?”, afirmou.
‘Era um completo desconhecido’
Por fim, o líder do PL disse que não vai se “rebaixar à laia” do parlamentar do PSD, questionando sua ascensão na política carioca. Além de vereador, Salvino também já foi secretário municipal de Juventude na gestão de Paes.
“Um rapaz que, até ontem, era um completo desconhecido e ascende à política com 27 mil votos na primeira eleição? Que ele tenha o direito — que ele não dá aos outros — de se defender. Mas eu não me rebaixo à laia dele. Que Deus o proteja, que ele tenha a oportunidade de ser julgado com justiça. E que pague pelo que fez ou prove a sua inocência”, finalizou.
Prisão de Salvino Oliveira
Salvino foi preso durante uma operação da Polícia Civil que investiga lavagem de dinheiro e apoio logístico ao Comando Vermelho. Segundo as investigações, o vereador teria negociado com traficantes da Gardênia Azul autorização para fazer campanha na região em troca da instalação de quiosques na comunidade.
Em nota, a Casa Legislativa informou que acompanha o desenrolar dos fatos e se coloca à disposição das autoridades. Confira a íntegra:
“A Câmara do Rio acompanha o desenrolar dos fatos e se coloca à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários. O Legislativo municipal reafirma sua confiança no trabalho das instituições e no devido processo legal”.

