Após atualizar as regras de coleta de dados do serviço, a Prefeitura do Rio inaugurou, na manhã desta terça (13), a nova sede da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia de Apoio à Segurança Pública do Rio (Civitas). O sistema de monitoramento com câmeras da cidade agora funciona em uma nova base na Cidade Nova, Centro, no prédio do Centro de Operações e Resiliência do Rio (COR-Rio).
O espaço ocupa quase um andar inteiro do prédio e vai funcionar 24 horas por dia, segundo Eduardo Paes (PSD), que foi ao local para anunciar a abertura da sede nesta manhã. O prefeito prometeu aumentar o valor dos investimentos anuais na Civitas para R$ 180 milhões. A previsão é de que o montante total de investimento no serviço chegue a cerca de 800 milhões em 2028. O valor anual empregado na central era de R$ 16 milhões em 2024.
Civitas conta com 10 mil câmeras; informações registradas são repassadas para a polícia
Em funcionamento na cidade desde meados de 2024, a central registra imagens de diferentes pontos da cidade que são analisadas e enviadas para forças de segurança. O objetivo é auxiliar ações dos órgãos policiais no combate a crimes. Cerca de 3,5 mil ações tiveram apoio do sistema municipal
Com a inauguração da nova sede, o serviço chega a 10 mil câmeras — número que a prefeitura pretende dobrar nos próximos dois anos. Os equipamentos analisam cerca de 3 mil dados por segundo, incluindo rostos de transeuntes, placas de veículos e outras informações. Nesta terça (13), Paes ajustou detalhes e estabeleceu novas regras sobre o uso de dados coletados pela Civitas.
Lei autoriza integração de câmeras privadas ao sistema público de monitoramento
Está em vigor desde dezembro a lei que autoriza a integração de câmeras privadas — de condomínios, comércios e residências — aos sistemas de monitoramento da Prefeitura do Rio. O compartilhamento das imagens pode ser feito por meio de convênios, que estabelecem regras de uso, responsabilidades e medidas de proteção dos dados.
De autoria do presidente da Câmara do Rio, Carlo Caiado (PSD), o texto prevê que os locais monitorados sejam sinalizados e que a integração reforce a atuação da Guarda Municipal, do Centro de Operações Rio (COR) e da plataforma Civitas.
Segundo Caiado, a medida “amplia a rede de vigilância e apoia o trabalho das forças de segurança”.

