Menos de um mês depois de o prefeito Eduardo Paes (PSD) ter protagonizado discussões públicas com fiéis das religiões de matriz africana por causa da montagem de um palco para a música gospel no Réveillon de Copacabana, a Casa Civil da Prefeitura do Rio autorizou, no Diário Oficial do último dia 15, a assinatura do contrato de patrocínio de R$ 700 mil para o evento “Dia de Iemanjá do Arpoador 2026”.

A Riotur prevê que, em 2026, as cerimônias em devoção à Rainha do Mar reúnam casas centenárias de candomblé e umbanda, além de mais de 450 artistas que representam expressões como jongo, samba, afoxé e outras manifestações da cultura afro-brasileira.
A festa inclui ainda o cortejo de oferendas ao mar, rituais religiosos, feira de gastronomia, moda e artesanato, além de ações voltadas à preservação ambiental. Cariocas e visitantes da cidade comandada por Paes terão um encontro de fé, cultura e ancestralidade num dos cenários mais simbólicos do Rio — e, desta vez, sem precisar dividir as celebrações que criaram com nenhuma outra religião.
COM FÁBIO MARTINS


