O Diretório Nacional do Novo, presidido por Eduardo Ribeiro, resolveu colocar ordem na casa do Rio. Rodrigo Rezende, último a tentar segurar as rédeas da sigla no estado, foi retirado da presidência depois que seus principais quadros abandonaram o partido e a cúpula nacional se recusou a validar os substitutos indicados pelos presidentes municipais.
Assume agora Thiago Esteves Barbosa, à frente de uma chapa provisória que ficará no comando até o fim das eleições deste ano. A troca acontece às vésperas do prazo de filiação partidária para quem pretende concorrer em outubro, deixando o Novo sem pistas sobre quem realmente disputará uma vaga de deputado estadual ou federal.
Debandada do Novo por radicalização ao bolsonarismo
Entre os que pularam do barco estão o vereador Pedro Duarte e o coordenador político Bruno Kazuhiro, que migraram para o PSD de Eduardo Paes — este último, aliás, já lançado como pré-candidato a deputado estadual. Para completar o quadro, o ex-vice-presidente Hélio Secco é pré-candidato ao Senado pelo partido Missão.
A direção provisória foi indicada pelo setor do partido mais radicalizado ao bolsonarismo, grupo que motivou a debandada generalizada. Nos bastidores, comenta-se que muitos candidatos preferem não lançar seus nomes pelo Novo e depois se deparar com um partido sem estrutura para garantir cadeiras na Alerj ou na Câmara dos Deputados.
Tentando evitar um déjà-vu de 2022, quando não elegeu nenhum deputado estadual ou federal, o Novo buscou atrair nomes como o ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) e o ex-secretário de Polícia Civil, Felipe Curi. Resultado? Os três negaram a investida.

