Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), seguiram o relator Alexandre de Moraes e votaram, na manhã desta quinta (07), para manter a prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante). Com isso, a Primeira Turma do Tribunal formou maioria pela prisão do parlamentar, que é alvo de investigação da Polícia Federal.
O placar da sessão virtual extraordinária é de 3 a 0. O julgamento ainda aguarda o voto da ministra Cármen Lúcia, que tem até 19h para se manifestar. Os ministros analisam a decisão de Moraes sobre o caso, que determinou, nesta quarta (06), que a prisão fosse mantida independentemente de manifestação da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Ao justificar a decisão, Moraes defendeu o afastamento das prerrogativas parlamentares para derrubar a prisão. Segundo o magistrado, o mecanismo pode ser usado de forma irregular para criar “sistemas de impunidade” entre deputados.
Thiago Rangel é investigado por direcionamento de contratos da Seeduc
Thiago Rangel foi preso pela Polícia Federal na última terça-feira (5), durante a quarta fase da Operação Unha e Carne. A ação da PF investiga esquemas de corrupção ligados a parlamentares e, em etapas anteriores, prendeu o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.
Rangel responde por suspeitas de organização criminosa, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Ele é investigado por suposto envolvimento com um esquema de direcionamento de contratos da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc).Entre outras suspeitas, ele é acusado de oferecer vagas na Educação para traficantes.
COM GABRIELE MAIA.


Com as constante prisões de nobres parlamentares (e nem tão ‘nobres’ assim) e políticos avulsos, a PF e o STF vão acabar criando uma Alerj paralela nos presidios do Rio…será que é a isto que a imprensa chama de ‘poder paralelo’ ??? Vixe !