A concessionária Águas do Rio deu início à instalação de 18 quilômetros de redes de esgoto no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. O projeto usa equipamentos de perfuração conhecidos como “tatuzinhos” para abrir galerias a 11 metros de profundidade, técnica escolhida para evitar danos estruturais em imóveis sem fundação.
A intervenção prevê a construção de 42 poços de acesso e um coletor principal que atravessa o subsolo das 16 comunidades da região. Cerca de 200 mil moradores da Maré, que hoje vivem sem coleta de esgoto regular, devem ser atendidos pela obra.
O planejamento da concessionária é que o sistema sirva para direcionar os dejetos de aproximadamente 60 mil imóveis para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Alegria, localizada no Caju. Atualmente, os resíduos da Maré são descartados de forma improvisada, em valas a céu aberto e nos rios que desaguam na Baía de Guanabara.
Para viabilizar a conexão das residências em vielas estreitas, a empresa usa mão de obra local na adaptação das tubulações internas. O trabalho consiste em ligar a rede de cada domicílio ao sistema tronco, substituindo as descargas diretas no solo.
Segundo o cronograma da concessionária, a conclusão das frentes de trabalho e a regularização do fornecimento de água no Complexo da Maré devem ocorrer até o final de 2027. O investimento total anunciado para a execução das obras e a instalação dos novos equipamentos de coleta é de R$ 120 milhões.
Com informações do jornal “O Globo”.

