O Banco Central (BC) determinou, nesta quarta-feira (18), a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, instituição que fazia parte do Banco Master. Além disso, a autarquia federal estendeu o regime à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., que integra o conglomerado.
A medida foi motivada por conta do agravamento da situação econômico-financeira do grupo, que é acusado de descumprir normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Com a decisão, os bens dos controladores e administradores foram bloqueados para garantir a apuração de responsabilidades.
Responsável pelo Pleno já havia sido preso em operação contra o Banco Master
O Pleno era controlado por Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master que também foi preso no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investigou uma fraude estimada em R$ 12 bilhões envolvendo a emissão de títulos falsos do Master.
O Banco Pleno havia sido formado após Lima adquirir o antigo Banco Voiter (ex-Indusval) de Daniel Vorcaro, em uma transação autorizada em julho de 2025.
O BC informou que continuará investigando o caso. O resultado da apuração poderá resultar em sanções administrativas e comunicações a autoridades criminais competentes.
Fundo de previdência dos servidores do estado do Rio é investigado por ligações com o Master
O Master está no centro de um escândalo envolvendo investimentos milionários feitos pelo Rioprevidência, que gere as aposentadorias e pensões de pelo menos 235 mil servidores do estado. O fundo previdenciário fluminense investiu, ao todo, quase R$ 1 bilhão na instituição financeira, liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central.
Segundo as investigações da PF, esses investimentos não possuíam cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e ignoraram critérios básicos de segurança. As irregularidades já haviam sido sinalizadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), que chegou a emitir um alerta formal sobre a irresponsabilidade na gestão dos recursos antes da liquidação.

