Márcio Ribeiro, líder do governo Eduardo Paes (PSD) na Câmara do Rio, saiu em defesa do vereador de sua bancada, Salvino Oliveira, preso nesta quarta-feira (11) pela Polícia Civil. Em sua declaração nesta quinta-feira (12), o parlamentar também manteve a ofensiva de críticas ao governo do estado.
De acordo com Ribeiro, a operação que levou à prisão do vereador do PSD foi, na verdade, um “circo”, uma “vergonha” e “um tapa na cara” da Casa Legislativa. Ele afirmou ainda que, até o momento, não há qualquer “linha” que relacione Salvino com as acusações feitas pelas forças policiais.
“O que aconteceu na nossa cidade ontem não representa apenas a falência da segurança pública, é também um tapa na cara desta Casa Legislativa. Ter um vereador preso nas condições em que o vereador Salvino foi preso ontem é uma vergonha para a política e uma vergonha para esta Casa”, afirmou.
‘Poderia ser com qualquer um de nós’
Em seguida, reforçou o discurso também apresentado por Paes, denunciando o uso da Polícia Civil para perseguir adversários políticos, já que o prefeito é pré-candidato ao Palácio Guanabara e principal nome de oposição à base de Castro.
“Todos nós vamos ter medo de subir a esta tribuna a partir de hoje para falar algo que esteja em desacordo com aquilo em que eles acreditam. Porque, dependendo da nossa fala, pode ser que a nossa casa seja invadida antes do amanhecer para nos conduzir presos por algo que nem eles sabem se a gente fez ou não. Poderia ser com qualquer um de nós”, completou.
Base e oposição ouviram discurso em silêncio
O discurso deixou o velho Palácio Pedro Ernesto em um verdadeiro clima de velório, com base e oposição em silêncio enquanto o líder do governo falava. Márcio, depois acompanhado por Flávio Valle (PSD), tentou ainda derrubar a sessão em protesto com a verificação de quórum, mas não houve adesão necessária.
Salvino foi preso durante uma operação que investiga lavagem de dinheiro e apoio logístico ao Comando Vermelho (CV). Segundo as investigações, o vereador teria negociado com traficantes da Gardênia Azul autorização para fazer campanha na região em troca da instalação de quiosques na comunidade.
O que diz o vereador do PSD
Logo após a prisão, a defesa do parlamentar informou que repudia com veemência a acusação feita pela Polícia Civil. Eis a nota na íntegra:
“O vereador Salvino Oliveira repudia com veemência a acusação feita pela DGCOR da Polícia Civil, lamentando as truculentas e desnecessárias medidas tomadas em seu prejuízo, com base em narrativa evidentemente desprovida de provas, construída com propósito de macular a sua reputação com mentiras.
Salvino confia no Sistema de Justiça e provará a sua inocência no curso do processo, demonstrando à sociedade que o elegeu a verdade dos fatos, que confirmará, mais uma vez, a seriedade e a lisura do seu trabalho.”

