A Justiça do Rio segue de olho nas obras do Campo Olímpico de Golfe, na Barra da Tijuca, paralisadas por decisão judicial. A 4ª Vara de Fazenda Pública determinou que a Prefeitura do Rio fiscalize se a empresa responsável pelo espaço está cumprindo a ordem de paralisação.
De acordo com o processo, há indícios de que a administradora CRF Empreendimentos teria continuado com a instalação de gramado sintético no campo de golfe mesmo após a Justiça pedir que as obras parassem de forma imediata.
A empresa já tinha sido denunciada pelo mesmo motivo no começo do ano. Entre o final de janeiro e a última decisão judicial, em fevereiro, a CRF teria ignorado intimações, embargos, notificações e dois autos de infração da prefeitura, de acordo com a denúncia.
Empresa é acusada de danos ambientais em obras no campo de golfe
A medida responde a um laudo do Instituto Carlos Éboli que aponta possíveis crimes ambientais na região, que faz parte da Área de Proteção Ambiental (APA) de Marapendi. A perícia técnica identificou o desmatamento de 2 mil metros quadrados de vegetação nativa de restinga para a construção do campo de golfe.
No terreno, foram encontrados troncos de árvores suprimidas e pilhas de solo revolvido, além de vestígios de habitats de fauna local, como tocas e pegadas de pequenos mamíferos e répteis. Novos elementos sobre os impactos dessas ações deverão ser anexados ao processo.
Com informações de Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”.

