O secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio, João Pires, foi convocado para depor como testemunha na CPI do Crime Organizado, no Senado Federal. O convite se deu em razão de sua atuação no combate à máfia dos combustíveis na cidade.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB/SE), também solicitou ao Ministério da Justiça a adoção imediata de medidas de proteção federal para Pires. A solicitação ocorreu depois que ele foi perseguido por criminosos armados na Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), em São Gonçalo, na segunda-feira (16).
O pedido prevê escolta por forças federais e a possível inclusão do secretário em programas de proteção a autoridades, diante do risco real à sua integridade. A medida busca não apenas garantir sua segurança, mas também assegurar a continuidade de seu trabalho estratégico no combate ao crime organizado.
João Pires e as fiscalizações em postos de combustíveis
À frente do Procon Carioca, Pires tem liderado fiscalizações em postos de combustíveis, que se tornaram vídeos virais no Instagram. Com isso, ele atingiu a marca de 1 milhão de seguidores (@joaopiresx), superando o seu mentor político, o prefeito Eduardo Paes (PSD), que tem 982 mil.
De acordo com o relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), a venda ilegal de combustíveis e outros produtos rendeu ao crime organizado mais de R$ 146 bilhões por ano desde 2022. Desse total, R$ 61,4 bilhões vieram apenas da venda de combustíveis, representando 41,8% de todo o lucro.

