O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) instaurou inquérito para investigar a legalidade do processo de desapropriação do imóvel onde funcionava um supermercado em Botafogo, na Zona Sul, realizada em novembro pelo prefeito Eduardo Paes.
A finalidade da desapropriação indicada no decreto do Executivo municipal é a “renovação urbana”. A prefeitura determinou um valor para interessados pagarem pelo imóvel, que já havia sido adquirido por outra rede de supermercados.
Localizado na Rua Barão de Itambi, o antigo supermercado pertencia ao grupo Sendas e foi alugado pelo Grupo Pão de Açúcar até agosto de 2025. A rede de supermercados Mundial pretendia inaugurar, agora em janeiro, sua segunda loja em Botafogo no local.
Vereador Pedro Duarte enviou ofício ao MP e ao TCM questionando a desapropriação do imóvel em Botafogo
O vereador Pedro Duarte (sem partido) enviou uma representação aos órgãos questionando a ação da prefeitura no fim de 2025. O documento pedia que possíveis “vícios de legalidade, legitimidade e violação ao princípio da impessoalidade” fossem investigados.
Além da representação do vereador, o caso também está no centro de uma ação judicial movida pelo próprio Grupo Sendas. O presidente do grupo, Arthur Sendas Filho, questiona a legalidade da desapropriação. Paes, por sua vez, disse que a iniciativa de desapropriar o espaço foi tomada para atender a um pedido da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O objetivo da instituição seria instalar, no imóvel, um centro de pesquisas com inteligência artificial.
Com informações da coluna Ancelmo Gois, do Globo.

