A valorização dos imóveis não deixa dúvidas sobre o sucesso do Porto Maravilha. “Em 2021, o metro quadrado na região ficava em torno de R$ 5,5 mil, contra os R$ 9 mil de hoje”, comemorou o vice-presidente de Fundos de Investimento da Caixa, Sérgio Bini.
Ele foi entrevistado pelo presidente do Sindicato da Indústria de Construção Civil (Sinduscon-Rio), Cláudio Hermolin, no primeiro episódio da nova temporada do videocast Sinduscast Rio, que vai ao ar nesta segunda-feira (08), nas principais plataformas de áudio.
“Fenômeno semelhante se deu no Centro do Rio. Lá, o metro quadrado era cotado a R$ 7,5 mil há cinco anos e, agora, depois do Reviver Centro, fica na faixa entre R$ 10 mil e R$ 10,5 mil”, disse Hermolin.
O aumento agora é esperado para São Cristóvão, para onde o Porto Maravilha está se expandindo. Em 2021, o metro quadrado no bairro ficava em cerca de R$ 6 mil, em comparação aos R$ 8 mil a R$ 8,5 mil atuais.
Em outras palavras, quem investiu no Porto Maravilha ou na área do Reviver Centro no começo dos projetos de recuperação urbanística teve ganho real, com o investimento registrando valorização acima da inflação no período. E quem comprou imóvel para morar nas regiões, pagou mais barato.
“Mas quem perdeu esse bonde agora pode pegar o VLT para São Cristóvão”, brincou Bini, fazendo referência à intenção da Prefeitura do Rio de estender a linha do modal do Aeroporto Santos Dumont para dentro do bairro.
Um projeto ambicioso, com apoio da Caixa, a revitalização de São Cristóvão prevê 100 mil novas unidades residenciais e 250 mil moradores até 2064. O primeiro passo já foi dado, com o lançamento das primeiras 3,5 mil unidades.
“No Porto Maravilha foram lançadas mais de 15 mil unidades, sendo que 90% delas já estão vendidas”, destacou Bini. Na região do Centro do Rio abarcada pelo Reviver Centro, esse número chega a 3,3 mil unidades, segundo Hermolin.
“O vetor do crescimento imobiliário na cidade mudou. Hoje, a região que tem mais lançamentos no Rio é o Porto Maravilha. E, em pouco tempo, vamos ver o Porto e São Cristóvão brigando por esse pódio”, resumiu o presidente do Sinduscon-Rio. “Uma briga boa, que retroalimenta um ciclo virtuoso”, completou o vice-presidente da Caixa.

