O escolha do ex-vereador Thiago Ferrugem para a presidência do PL de Campos dos Goytacazes provocou uma tsunami política na terra do chuvisco.
Até o ex-governador Anthony Garotinho, pai do prefeito Wladimir (PP) — responsável pela indicação de Ferrugem — entrou na discussão.
O ex-governador divulgou um vídeo no grupo de mensagens Opinião Garotinho — formado pelos integrantes de seus círculos mais próximos — protestando contra a escolha do filho. Disse ter sido ele quem articulou, com os lideres nacionais, a reformulação do PL local e a entrada do partido na base do governo Wladimir.
“Cheguei a conversar rapidamente, por telefone, com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Conversei com Altineu Côrtes; recebi telefonema de apoio e incentivo do deputado Sóstenes Cavalcante”, relatou.
Disse ter comunicado ao filho as suas movimentações e que acreditava ter, como trunfo, o apoio a Bolsonaro em 2022.
Dias depois, segundo Garotinho, Wladimir recebeu uma ligação do senador Flávio Bolsonaro e foi à Brasília discutir emendas parlamentares em favor do município. “Nada sobre partido politico, sobre apoio”, disse.
“E lá, para minha total tristeza, e até uma certa indignação, Wladimir acertou, e eu não sei porque motivo, que o partido em Campos ficaria sob o comando dele. E que ele iria escolher os membros da executiva. E assim fez”, relatou.
“Eu não entendo, com toda sinceridade, porque meu filho me excluiu, mais uma vez, da participação na política da cidade. Há um provérbio que diz que a soberba precede a ruína”.
O vídeo foi distribuído num círculo restrito. Mas, como na política não existe segredo entre mais de duas pessoas, já se espalhou como rastilho de pólvora em Campos.
