Um relatório de vistoria elaborado seis dias antes do incêndio no Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, já apontava um “potencial risco” na loja Bell’Art, onde o fogo começou. O documento foi assinado pelo supervisor Anderson Aguiar do Prado e pela brigadista Emellyn Silva Aguiar, mortos na ocorrência da última sexta-feira (02).
O relatório, segundo informações do jornal “O Globo”, descreve uma série de irregularidades: materiais combustíveis em áreas técnicas, detectores de incêndio inoperantes, estoque acima da altura permitida dos sprinklers, além de fiação exposta, uso de extensões improvisadas e detectores de fumaça desmontados.

A vistoria foi realizada em 27 de dezembro. Os funcionários registraram que as casas de máquinas estavam sendo usadas como depósito, com locais “abarrotados de mercadorias”, e que todos os detectores do piso superior estavam inoperantes, situação que, segundo eles, “potencializava os riscos de incêndio”.
Representante do Shopping Tijuca tentou informar sócio da loja
Dois dias depois, em 29 de dezembro, Anderson e Emellyn retornaram à loja e constataram que nenhuma das falhas havia sido corrigida. Diante disso, um representante da gerência do shopping enviou um e-mail a um dos sócios da Bell’Art, cobrando providências “imediatas”, “vide o risco”.
Três dias após o alerta, a loja pegou fogo. O incêndio começou no início da noite, no subsolo do shopping, e as causas ainda são desconhecidas. A Polícia Civil investiga o caso.
O Sindicato dos Comerciários informou, em nota oficial, que “está à disposição dos trabalhadores do Shopping Tijuca para prestar orientação e assistência, inclusive quanto à abertura da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), garantindo todos os direitos previstos em lei”.
Para eles, “o acidente ocorrido expôs os funcionários a uma situação de risco, sem qualquer orientação clara sobre procedimentos de segurança ou evacuação do local”.
“O Sindicato cobra respostas da administração e providências urgentes para assegurar condições adequadas de trabalho, segurança efetiva e respeito à vida de todos que atuam no empreendimento, permanecendo à disposição para a devida assistência e defesa dos direitos da categoria”.


Na verdade ,acredito que o grande erro no combate ao incêndio no Shopping Tijuca, tenha sido dos Bombeiros. Porque ficaram puxando fumaça o tempo inteiro durante “”três dias”” e quando puxa fumaça entra mais oxigênio realimentando o fogo. deveriam ter jogado dióxido de carbono, inundando o ambiente do subsolo e ,obviamente, cessando a chama!!
Diante das imagens, está muito claro que, os responsáveis pela loja, deviam ser enquadrados como autores de homicídio com dolo eventual.