Devagar, devagarinho, o deputado Fred Pacheco (PMN) — irmão gêmeo do presidente do Tribunal de Contas do Estado, Márcio Pacheco — tem se posicionado como mais um pré-candidato a governador na primeira eleição indireta da Assembleia Legislativa.
Quando Cláudio Castro (PL) renunciar ao cargo para disputar uma vaga no Senado, os deputados vão escolher quem vai comandar o estado até dezembro. Já há três nomes na mesa: o do secretário-chefe da Casa Civil, Nicola Miccione (PL); o do secretário das Cidades, Douglas Ruas (PL); e o do secretário de Assuntos Parlamentares do governo federal, André Ceciliano (PT).
Mas, na semana passada, enquanto se discutia o rito da eleição indireta, Fred Pacheco apostava, nas rodinhas, que era melhor ter um deputado no mandato como candidato.
Se a ideia vingar, exclui, de cara, dois aspiras: Nicola e Ceciliano.
O moço também citou o prazo de desincompatibilização. Pela lei aprovada, é preciso deixar qualquer cargo público em até 24 horas após a publicação da convocação da eleição — mas já há indícios de que esse tempo exíguo será contestado na Justiça.
Se o prazo passar para seis meses, como querem alguns, lá se vai a candidatura de Douglas Ruas também.
Fred Pacheco já levou sua ideia à turma do Palácio
Na sua cruzada, Fred diz que outros deputados têm densidade na Assembleia, apoio do governo e liderança — mas têm muitas arestas, por terem posições ideológicas radicais. E citou, neste caso, o líder do Governo e presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Rodrigo Amorim (União).
A alguns colegas, colocou as suas qualidades: bom trânsito com o corpo dos deputados, não ser radical, ser muito próximo ao governador Cláudio Castro…
Fred se animou tanto que chegou a contar a novidade a Nicola Miccione.
Mas, contam as péssimas línguas, a pretensão não foi lá muito bem recebida.

