A exoneração do presidente da Fundação Rio Águas, Marcelo Sepúlveda, publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (02), provocou um strike na política e na Prefeitura do Rio: para técnicos do município e nobres da Cinelândia, a manhã foi de polvorosa.
No Centro Administrativo São Sebastião, servidores de carreira comentavam, chateados, que Sepúlveda — técnico experiente — teria sido demitido sumariamente porque não respondeu a contento um questionamento do prefeito Eduardo Paes (PSD). Não estavam de todo errados.
Na mesma publicação, Paes designou o secretário de Infraestrutura, Wanderson José dos Santos, para responder pelo expediente.
“Eu demiti. Não foi objetivo em questionamentos meus. O secretário Wanderson (que não é político) é quem vai nomear o sucessor. Não faço ideia de quem será”, disse o prefeito.
A explicação deve, ao menos, acalmar a Câmara do Rio, território livre da teoria da conspiração. Lá, vereadores apostavam que a demissão foi parte de uma estratégia para abrir espaço a novos aliados.
Como se vê, a explicação, às vezes, é a mais óbvia.
Imagina se a moda pega e os vereadores resolvem demitir o prefeito que nunca responde objetivamente aos seus questionamentos.