O governo do estado do Rio abriu a torneira para novos investimentos ambientais e colocou a Baixada Fluminense no centro do pacote. Ao todo, foram aprovados cerca de R$ 408 milhões em projetos e reforços orçamentários, com foco em drenagem, tecnologia e recuperação ambiental.
A maior parte dos recursos mira um problema antigo da região: as enchentes. O município de Duque de Caxias aparece como principal destino dos investimentos, concentrando os projetos mais robustos de macrodrenagem.
O maior deles prevê intervenções nos canais Capivari e Calombé, com aporte de R$ 180 milhões. Na sequência, entram as obras no Rio Negro, na região de Imbariê, que vão receber cerca de R$ 61,8 milhões — também voltadas à contenção de alagamentos.
Além das frentes de engenharia pesada, o pacote inclui um salto na área de monitoramento ambiental. Foram reservados R$ 130,2 milhões para a criação da Rede Integrada de Monitoramento da Qualidade Ambiental (RIMQA-RJ), sob gestão do INEA, com a promessa de ampliar e modernizar a coleta de dados em todo o estado.
Também entrou na lista um eixo voltado ao bem-estar animal. Cerca de R$ 6 milhões serão destinados ao programa estadual de proteção e reabilitação de animais vítimas de maus-tratos.
Outras iniciativas contempladas incluem ações de educação e cultura da sustentabilidade, além de investimentos no saneamento da Baía de Guanabara.
A liberação dos recursos foi oficializada na Deliberação Executiva nº 375 do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam), publicada no Diário Oficial da última terça-feira (25), com efeitos retroativos a 19 de março. O texto é assinado pelos presidentes em exercício Felipe Cruzick e Juliana Lucia Avila.
COM FÁBIO MARTINS


