Ricardo Couto, governador interino e presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), adiou a convocação da eleição do mandato-tampão e enviou nesta quarta-feira (25) um ofício ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para esclarecer se ela será direta ou indireta.
O documento busca pôr fim à polêmica sobre como será escolhido o futuro chefe do Palácio Guanabara, após a condenação e renúncia de Cláudio Castro (PL).
“Estou oficiando o TSE para esclarecer se é eleição direta ou indireta. Por razões de segurança estou preferindo oficiar para evitar amanhã questionamentos. Sabemos que essa eleição próxima está gerando muitas disputas”, afirmou Couto.
Eleição para novo governador ainda gera dúvidas
De acordo com a lei aprovada na Assembleia Legislativa (Alerj), Couto tinha 48 horas após a renúncia de Castro para publicar o edital da eleição-tampão, que vai escolher o governador até 31 de dezembro de 2026. Pelo prazo, a convocação deveria sair nesta quarta-feira.
A dúvida é se a decisão será tomada pelos 70 deputados da Alerj ou por todo o eleitorado. Isso porque, nesta terça-feira (24), o TSE condenou Castro por abuso de poder no caso Ceperj, e uma das sanções — a cassação do mandato — exigiria eleição direta. No entanto, como o ex-governador renunciou na segunda-feira (23), a cassação tornou-se sem efeito.

