Considerada pelo governo federal uma questão de soberania nacional, a área de Inteligência Artificial vai gerar, até o ano que vem, 69 milhões de novos postos de trabalho em todo o mundo — e a realocação ou substituição de outros 83 milhões — num mercado que deve crescer 21% em quatro anos.
Os dados são da Universidade de Stanford, com sede nos Estados Unidos, e vêm ao encontro do objetivo do Rio de se tornar a Capital da Inteligência Artificial na América Latina: já são cinco iniciativas, entre projetos anunciados e em andamento, que incluem centros de pesquisa de carros autônomos (BYD), de desenvolvimento tecnológico (Uber) e, o mais recente, de formação profissional em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), com o Digitech da Firjan Senai.
Com capacidade para formar mais de nove mil profissionais, a nova unidade, no edifício Eco Sapucaí, ao lado do Sambódromo, recebe agora seu primeiro curso — gratuito, 100% online e aberto ao público — com 500 vagas em “Inteligência Artificial Industrial”.
Depois de quatro meses de aulas, os trabalhadores chegarão ao mercado aptos a criar programas, automatizar tarefas e desenvolver uma solução de IA aplicada à indústria — como modelos capazes de prever falhas em máquinas e produtos, por exemplo.
Em março, será a vez de uma turma de “Desenvolvedor de soluções integrada com TI”, com funcionários de uma multinacional do setor de Óleo e Gás, dar a partida.
O DigiTech conta com ambientes de Cibersegurança, Internet das Coisas, Realidade Virtual e outros, que incluem certificações de Bigtechs como Google, Microsoft e Amazon.

