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    Fernanda Neves é a deputada estadual mais votada da história de Niterói e lidera votação do PDT no estado

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    Sede da Cedae, no Centro do Rio — companhia é alvo de questionamentos no TCE-RJ sobre a disputa pela licitação de R$ 89 milhões do Novo Guandu.

    Pule de dez? Disputa por licitação de R$ 89 milhões da Cedae para o Novo Guandu chega ao TCE

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    O deputado estadual Alan Lopes, autor da representação que levou o TCE-RJ a suspender a contratação do novo sistema estadual de bilhetagem sem licitação. Foto: Divulgação/Alerj.

    Após denúncia de deputado, possibilidade de contratação do novo sistema de bilhetagem do estado sem licitação é suspensa pelo TCE-RJ

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Política

14/11/24 15:27
  • Reportagem Reportagem

Deputado volta a acusar Detro de boicotar fiscalização

Deputado volta a acusar Detro de boicotar fiscalização

Marcelo Dino realizou fiscalização junto com Giovani Ratinho - Foto: Reprodução

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A contenda entre alguns deputados da Assembleia Legislativa (Alerj) e o Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) parece não ter fim. Marcelo Dino (União) acusou o órgão de, novamente, boicotar uma fiscalização que fez junto com Giovani Ratinho (SDD). Situação semelhante já havia acontecido em junho deste ano.

Na última terça-feira (12), os parlamentares estiveram em Queimados, na Baixada. Segundo Dino e Ratinho, foram constataram ônibus da empresa Fazeni com pneu careca, IPVA vencido desde 2018, sem selo de vistoria do Detro, sem ar-condicionado e falta de acessibilidade. Eles afirmaram que o Detran também não compareceu à ação.

Dino recordou que Detran e Detro, cinco meses atrás, já tinham faltado a uma fiscalização realizada em Duque de Caxias, também na Baixada, mesmo tendo sido solicitados pelos deputados. O parlamentar ainda se manifestou novamente em defesa de indicação legislativa, em tramitação na Alerj, pedindo a extinção do Detro.

“Na época o presidente do Detro, Leonardo de Lima Matias, respondeu, por ofício, que não poderia participar da vistoria da comissão em função do sigilo que demanda as ações do órgão, bem como sua autonomia de suas atividades. Não é à toa que defendemos a extinção do Detro”, afirmou Marcelo Dino.

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PL atropela na Alerj e elege 21; veja a lista completa de deputados estaduais e suas votações

Foto de Gabriele Maia
Gabriele Maia

04/10/2026 22:55

Nas eleições deste domingo (04), os eleitores do Rio de Janeiro escolheram os 70 deputados estaduais que vão compor a Assembleia Legislativa (Alerj) a partir de fevereiro do próximo ano. O Partido Liberal, do ex-presidente Jair Bolsonaro, venceu e garantiu a maior bancada da Casa, segundo os resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Confira a lista completa de cada partido:

PL — 21
1. Índia Armelau — 248.504 votos
2. Guilherme Delaroli — 166.374
3. Anderson Moraes — 129.325
4. Dra. Gabriela — 96.267
5. Alan Lopes — 93.396
6. Alexandre Isquierdo Malafaia — 83.461
7. Jair Bittencourt — 73.722
8. Nelsinho Ruas — 70.552
9. Rodrigo Medeiros — 65.530
10. Jorge Felippe Neto — 58.508
11. Delegado Carlos Augusto — 58.142
12. Marcelo Dino — 57.982
13. Dr. Pedro Ricardo — 57.354
14. Renato Miranda — 56.329
15. Márcio Gualberto — 50.804
16. Chico Machado — 50.664
17. Coronel Menezes — 46.700
18. Giselle Monteiro — 44.532
19. Poubel Filho — 42.871
20. Daniel Marques — 42.768
21. Felipe Tropa — 41.293

PT — 9
1. Elika Takimoto — 135.271
2. Verônica Lima — 85.421
3. André Ceciliano — 70.628
4. Marina do MST — 66.167
5. Allyson Elias — 51.145
6. Leonel de Esquerda — 44.597
7. Zeidan — 43.115
8. Adilson Pires — 42.467
9. Raone Ferreira — 28.377

PSD — 9
1. João Pires — 90.195
2. André Correa — 65.188
3. Claudio Caiado — 56.936
4. Guilherme Schleder — 54.760
5. Vinícius Cozzolino — 49.353
6. Luiz Paulo — 43.720
7. Ana Paula Mendes — 43.356
8. Carla Machado — 39.208
9. Joyce Trindade — 37.088

PSOL — 5
1. Renata Souza — 176.871
2. Flavio Serafini — 95.666
3. Dani Monteiro — 55.227
4. Luciana Boiteux — 44.928
5. Yuri Moura — 43.336

PP — 5
1. Felipinho Ravis — 93.606
2. Carlinhos BNH — 61.724
3. Felipe Pampolha — 61.589
4. Delegado Bernardo Leal — 57.254
5. Gustavo Tutuca — 56.334

UNIÃO — 4
1. Márcio Canella — 197.178
2. Rafael Nobre — 76.706
3. Bruno Dauaire — 69.119
4. Rafael Picciani — 46.686

REPUBLICANOS — 3
1. Librelon — 57.409
2. Leandro — 49.013
3. Tia Ju — 47.302

MDB — 2
1. Rosenverg Reis — 139.866
2. Giovani Ratinho — 46.380

PDT — 2
1. Fernanda Neves — 83.326
2. Serginho — 43.664

SOLIDARIEDADE — 2
1. Munir Neto — 52.808
2. Arthur Monteiro — 35.844

PSB — 2
1. Vantoil Martins — 39.179
2. Jari — 34.199

PCdoB — 1
1. Dani Balbi — 169.474

NOVO — 1
1. Costenaro — 121.780

PSDB — 1
1. Léo Vieira Filho — 72.939

AGIR — 1
1. Julio Rocha — 51.609

PRD — 1
1. Soldado Tobias — 37.969

DC — 1
1. Carlos Russo — 27.447

A composição da Alerj é definida pelo sistema proporcional. Além da votação individual dos candidatos, o resultado considera os votos recebidos pelos partidos e federações para a distribuição das cadeiras no Poder Legislativo estadual.

Nomes conhecidos ficam fora da Alerj

Entre os deputados que não conseguiram se reeleger está Carlos Minc (PSB). O parlamentar, que já acumulava dez mandatos na Alerj e quatro décadas de atuação como deputado estadual, recebeu 30.383 votos e terminou como primeiro suplente do partido.

Dr. Rogério Amorim (PL), por sua vez, recebeu 35.810 votos e ficou como suplente. A candidatura tinha a expectativa de herdar os votos de seu irmão, Rodrigo Amorim, deputado estadual mais bem colocado nas eleições de 2018.

João Pires, Coronel Menezes e Costenaro são eleitos deputados estaduais

A nova composição também teve algumas surpresas. João Pires (PSD), ex-secretário municipal do Rio de Janeiro de Defesa do Consumidor, foi eleito com 90.195 votos. Ele ganhou projeção nas redes sociais ao participar de vistorias que resultaram no fechamento de postos de combustíveis que adulteravam o resultado das bombas.

Outro destaque foi Coronel Menezes (PL), ex-secretário estadual de Polícia Militar, eleito com 46.700 votos.

Já Costenaro foi o único deputado eleito pelo Novo. Ele ficou conhecido nacionalmente após ser expulso da Câmara dos Deputados pelo deputado federal Glauber Braga (PSOL).

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Política

Fernanda Neves é a deputada estadual mais votada da história de Niterói e lidera votação do PDT no estado

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Redação

04/10/2026 22:32

Com 83.326 votos no total — sendo 39.715 só em Niterói —, Fernanda Neves (PDT), esposa do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), tornou-se a deputada estadual mais votada da história do município e também a candidata mais votada do partido no Rio.

Ao longo da campanha, Fernanda apresentou propostas voltadas para áreas como segurança pública, educação, proteção às mulheres, primeira infância, cuidado com idosos, inclusão de pessoas com deficiência e famílias atípicas, mobilidade, geração de empregos e desenvolvimento econômico.

Entre as principais bandeiras estão o fortalecimento das políticas de enfrentamento ao feminicídio, a ampliação da rede de proteção às mulheres, a valorização da educação pública, a retomada dos CIEPs, a expansão da rede de cuidados e a defesa de investimentos estruturantes em transporte, segurança e desenvolvimento regional.

“Recebo esses mais de 83 mil votos com muita emoção, gratidão e, principalmente, com um enorme senso de responsabilidade. É uma votação que representa a confiança de milhares de pessoas em Niterói e em todo o estado. Quero retribuir esse carinho com muito trabalho, presença e compromisso com quem mais precisa”, afirmou Fernanda Neves.

O prefeito Rodrigo Neves também celebrou o significado político da votação.

“A Fernanda fez uma campanha propositiva e muito próxima das pessoas. Esse resultado histórico mostra a força do trabalho construído em Niterói ao longo dos últimos anos e, ao mesmo tempo, a capacidade de dialogar com todo o Estado do Rio. É uma votação que nos enche de orgulho e aumenta ainda mais a nossa responsabilidade com o futuro”, afirmou.

Fernanda Neves é niteroiense, pedagoga e professora concursada da rede pública há mais de 30 anos. Entre as experiências associadas à sua atuação estão o Niterói Por Elas, o Escritório de Políticas de Cuidados, o Pacto Niterói Contra a Violência, o Auxílio Social para Mulheres Vítimas de Violência e o Espaço Empreender Mulher. A proposta de levar essas experiências para outras regiões do estado foi um dos eixos da campanha.

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Política

Dr. Luizinho (PP) é deputado federal mais votado do Rio com 213 mil votos; veja os dez mais bem colocados para a Câmara

Foto de João Pedro Lima
João Pedro Lima

04/10/2026 22:21

Dr. Luizinho (PP) foi o candidato a deputado federal mais votado no estado do Rio, com 213 mil votos, seguido de Rick Azevedo (PSOL), com 191 mil votos. O campeão de votos no Rio é médico e tem uma trajetória política ligada à gestão da Saúde. Dr. Luizinho foi secretário da pasta no estado do Rio em dois períodos. O primeiro, no governo de Luiz Fernando Pezão. Voltou ao cargo no governo de Cláudio Castro. Ele começou sua carreira política em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde também ocupou o cargo de titular na Saúde. Dr. Luizinho é presidente do diretório estadual do PP e líder de seu partido no Câmara dos Deputados, em Brasília. Este será seu terceiro mandato consecutivo. Veja aqui os eleitos para a Assembleia Legislativa.

O Rio de Janeiro tem o segundo maior eleitorado do país e ocupa a segunda posição no número de cadeiras na Casa, com 46 deputados federais, atrás apenas de São Paulo, com 70 representantes.

Dr. Luizinho (PP) – 213.904 votos

Rick Azevedo (PSOL)- 191.371 votos

Lindbergh (PT) teve 181.768 votos

Luciano Vieira (PSDB) – 177.887 votos

Altineu Cortes (PL) – 175.161 votos

Freixo (PT) – 172.969 votos

Sóstenes Cavalcante (PL)- 170.290 votos

Rueda (União)- 155.836 votos

Anielle Franco (PT)- 149.726 votos

General Pazuello (PL)- 146.148 voto

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Política

Índia Armelau (PL) é a deputada estadual mais votada do Rio de Janeiro; saiba quem são os 10 mais bem colocados na disputa pela Alerj

Foto de Gabriele Maia
Gabriele Maia

04/10/2026 22:19

Índia Armelau (PL) chega à nova legislatura como a deputada estadual mais votada do Rio de Janeiro. A parlamentar foi eleita pela primeira vez em 2022 e conquistou a reeleição em 2026, consolidando-se como um dos principais nomes da direita bolsonarista na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Com forte presença nas redes sociais, Índia reúne cerca de 914 mil seguidores no Instagram, onde produz conteúdo voltado à defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e de pautas identificadas com o campo conservador.

A deputada ganhou destaque durante o primeiro mandato por propor a criação de um “banheiro trans” em estabelecimentos públicos do estado do Rio.

Veja os 10 deputados estaduais mais votados no Rio de Janeiro

  1. Índia Armelau (PL) — 248.504
  2. Márcio Canella (União) — 197.178
  3. Renata Souza (PSOL) — 176.871
  4. Dani Balbi (PCdoB) — 169.474
  5. Guilherme Delaroli (PL) — 166.374
  6. Rosenverg Reis (MDB) — 139.866
  7. Elika Takimoto (PT) — 135.271
  8. Anderson Moraes (PL) — 129.325
  9. Costenaro (Novo)— 121.780
  10. Dra. Gabriela (PL) — 96.267

A composição da Alerj é definida pelo sistema proporcional. Além da votação individual dos candidatos, o resultado considera os votos recebidos pelos partidos e federações para a distribuição das cadeiras no Poder Legislativo estadual.

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Política

Caso os votos em Garotinho sejam anulados, Douglas Ruas pode ser eleito no primeiro turno com 50,88%

Foto de Gabriele Maia
Gabriele Maia

04/10/2026 22:02

Candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) pode ser eleito ainda no primeiro turno caso os 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) sejam anulados pela Justiça Eleitoral.

Com 100% das urnas apuradas, Ruas aparece com 49,27% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes (PSD) soma 42,76%. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já considera os dois matematicamente classificados para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

A situação pode mudar, no entanto, caso os votos de Garotinho, que estão sub judice, sejam definitivamente retirados da contagem. Nesse cenário, os votos válidos são recalculados e poderia garantir a vitória no primeiro turno para Ruas, que teria 50,88%, contra 44,16% de Paes.

Por que os votos de Garotinho podem ser anulados

O ex-governador Anthony Garotinho teve o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) por conta de uma condenação por improbidade administrativa. A decisão foi contestada pela defesa no TSE, deixando a candidatura sub judice.

Enquanto o recurso não é julgado em definitivo, os 273.109 votos recebidos pelo candidato permanecem na totalização. Caso a Justiça Eleitoral confirme o indeferimento e determine a anulação dos votos, o resultado da eleição poderá ser recalculado — o que abriria a possibilidade de Douglas Ruas superar 50% dos votos válidos e ser eleito já no primeiro turno.

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Política

Portinho e Jordy — ambos do PL — são eleitos para o Senado pelo Rio de Janeiro

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Felipe Galeno

04/10/2026 21:09

Os eleitores do Rio de Janeiro escolheram os dois candidatos do PL para as duas das três cadeiras do estado no Senado. Carlos Portinho (PL) foi reeleito e Carlos Jordy (PL) vai para seu primeiro mandato com o resultado da apuração das urnas neste domingo (07).

Com 100% dos votos apurados, Portinho recebeu 4.264.932 votos, o equivalente a 26,77% dos votos válidos. Já Jordy foi eleito com 3.912.405 votos, o equivalente a 24,56% dos votos válidos.

Benedita da Silva (PT), que era a principal representante da esquerda na disputa, não conseguiu uma cadeira e teve 20,22% dos votos — 3.220.765 dos válidos.

Além dos senadores eleitos neste domingo, o estado também é representado no Senado por Romário (PSD), que é senador desde 2022. Até o início do ano, ele também era do PL, mas deixou o partido em agosto.

Portinho foi reeleito; ele já ocupava uma cadeira no Senado desde 2020. Carioca, ele começou sua carreira na política como vereador na capital, em 2016, pelo PSD. Dois anos depois, pelo mesmo partido, foi eleito como primeiro suplente para o Senado. Com a morte do titular Arolde de Oliveira em 2020, Portinho assumiu a cadeira. No mesmo ano, se filiou ao PL no Senado e foi líder do Governo Federal nos últimos meses da gestão de Jair Bolsonaro.

Já Carlos Jordy é niteroiense e tem dois mandatos como deputado federal. Sua carreira na política começou como vereador em sua cidade natal. Lá, ele também concorreu a prefeito, em 2024, mas foi derrotado nas urnas por Rodrigo Neves (PDT).

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Política

Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) disputarão o segundo turno para o governo do estado do Rio de Janeiro

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Gabriele Maia

04/10/2026 21:05

Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) estão matematicamente classificados para o segundo turno da eleição para governador do Rio de Janeiro, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com 100% das urnas apuradas, Ruas soma 49,27% enquanto Paes tem 42,76% dos votos válidos.

Apesar do TSE informar que a eleição já está matematicamente decidida, há ainda dúvida sobre o que acontecerá com os 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos), que estão sub judice.

Até o momento, a disputa pelo Palácio Guanabara será decidida em 25 de outubro.

Douglas Ruas: da Alerj à disputa pelo governo

Douglas Ruas (PL), de 37 anos, chegou à disputa pelo governo como deputado estadual em primeiro mandato e presidente da Assembleia Legislativa (Alerj). Nascido em São Gonçalo, ele é filho do prefeito da cidade, Capitão Nelson (PL), e servidor concursado da Polícia Civil.

Antes de chegar à Alerj, Ruas foi subsecretário de Trabalho de São Gonçalo e ocupou cargos na administração municipal durante a gestão do pai. Em 2022, foi eleito deputado estadual com 175.977 votos, mas não ficou muito tempo no cargo, já que se licenciou do mandato para assumir a secretaria estadual das Cidades, onde permaneceu até março de 2026.

O ‘Rio Real’ contra o ‘Rio das novelas’

A campanha transformou sua cidade de origem, São Gonçalo, em uma das principais marcas de Ruas. Sob o nome “Rio Real”, a coligação do PL apresentou o candidato como uma alternativa à política tradicional a partir da oposição entre o estado “da Região Metropolitana e do interior” e o “Rio das novelas”, de uma Zona Sul supostamente privilegiada pelo ex-prefeito Eduardo Paes.

Além disso, sua juventude e experiência como policial civil também foi incorporada à estratégia para conquistar o eleitorado que, segundo a pesquisa BTG/Nexus divulgada em 30 de setembro, vê a questão da segurança pública como o problema mais urgente do Brasil.

A trajetória de Ruas, porém, trazia uma contradição que virou alvo frequente de Paes: embora fosse apresentado como uma novidade eleitoral, ele havia sido secretário de Cláudio Castro (PL) até poucos meses antes de disputar o governo.

Na campanha, o candidato do PL buscou evitar que essa relação definisse sua candidatura e reforçou a ligação com Flávio Bolsonaro (PL). Ruas passou a se apresentar como o nome escolhido diretamente pelo senador para disputar o governo do estado.

Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas durante evento em Copacabana
Flávio Bolsonaro (PL) e Douglas Ruas (PL) durante evento em Copacabana – Foto: Divulgação

A estratégia ganhou força na reta final, quando Ruas passou a concentrar boa parte dos votos de eleitores autodeclarados como “bolsonaristas”.

Para tentar vencer Paes, Douglas Ruas construiu a campanha em torno da ideia de renovação e atacou o adversário como representante da “velha política”, nacionalizando a disputa ao explorar a relação entre o ex-prefeito do Rio e o presidente Lula (PT) durante episódios do escândalo da Lava Jato.

Eduardo Paes: da experiência na capital à tentativa de conquistar o estado

Na campanha pelo governo, Eduardo Paes (PSD) fez da experiência à frente da Prefeitura do Rio sua principal credencial. O candidato recorreu sobretudo às intervenções no transporte público para apresentar o que chamou de resultados concretos de gestão, com destaque para a renovação e expansão da frota do BRT — uma pauta capaz de alcançar também moradores da Região Metropolitana que dependem do sistema.

A Linha 3 do metrô, projeto que prevê a ligação entre Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, entrou na mesma estratégia.

A troca do chapéu Panamá pelo de vaqueiro

Muito associado à imagem de prefeito carioca, Paes tentou ampliar seu personagem eleitoral para além da capital. O chapéu de vaqueiro, as cavalgadas e as agendas pelo interior passaram a fazer parte da campanha, numa tentativa de se aproximar de um eleitorado que tradicionalmente não está no centro de sua vida política.

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Eduardo Paes (PSD) e Benedita da Silva (PT) em Itaguaí durante a campanha eleitoral de 2026 – Foto: Reprodução/Redes sociais

Jane Reis (MDB), integrante de uma das principais famílias políticas de Duque de Caxias, também foi parte dessa estratégia. A escolha da vice ajudou a aproximar a chapa da Baixada e reforçou o esforço de Paes para se apresentar como candidato de todo o estado, e não apenas da cidade do Rio.

O ataque à ‘continuidade’ do governo Cláudio Castro

Paes sustentou, durante a campanha, a narrativa de que seu adversário Douglas Ruas (PL) representava a “continuidade” do grupo político que comandou o estado nos últimos anos. O candidato explorou principalmente a passagem de Ruas pela secretaria estadual das Cidades durante o governo Cláudio Castro (PL) e sua relação política com Rodrigo Bacellar (União) — ex-presidente da Alerj preso por manter uma suposta ligação com o Comando Vermelho.

Na reta final, Eduardo Paes também explorou a investigação sobre irregularidades encontradas na secretaria gerida por Douglas Ruas. Segundo a apuração, empresas contratadas pela pasta para executar obras públicas compravam materiais de uma pedreira da família do deputado Altineu Côrtes (PL), que, por sua vez, contratou uma companhia ligada a Ruas para transportar brita por R$ 1,5 milhão.

A eleição que também foi disputada na Justiça

Com munição de sobra dos dois lados, a disputa entre Eduardo Paes e Douglas Ruas ganhou um segundo campo de batalha: o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). Ao longo da campanha, as duas coligações recorreram repetidamente à Justiça para tentar tirar do ar propagandas do adversário, conseguir direito de resposta ou impedir a divulgação de conteúdos considerados ofensivos ou falsos.

Entraram na mira das decisões publicações nas redes sociais, inserções na televisão e no rádio e até movimentações “robóticas” de perfis nas redes.

E a disputa judicial reproduziu justamente as principais narrativas das duas campanhas. Paes tentou associar Ruas a Castro, Bacellar e ao crime organizado, enquanto o candidato do PL buscava atacar a ligação de Paes com Lula e citar episódios da Lava Jato.

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Política

Flávio Bolsonaro e Lula vão disputar segundo turno da eleição à Presidência

Foto de Lívia Mendonça
Lívia Mendonça

04/10/2026 20:57

A disputa pela Presidência da República vai ser decidida no segundo turno. Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição, ficaram à frente na corrida presidencial, mas não conseguiram o número de votos necessário para encerrar a eleição neste domingo (04). Com isso, os brasileiros terão que esperar mais até o dia 25 de outubro para saber quem será o presidente da República pelos próximos quatro anos.

Com 99,5% das urnas apuradas às 21h38, Flávio Bolsonaro obteve 55.952.105 votos, o equivalente a 47,13% dos votos válidos. Já Lula alcançou 53.468.261 votos (45,04%).

Flávio tenta escrever novo capítulo do sobrenome Bolsonaro

Senador pelo Rio desde 2019, Flávio Bolsonaro chega ao segundo turno de 2026 em sua primeira disputa pela Presidência da República. Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o chamado “01” iniciou a carreira política em 2003, quando foi eleito o deputado estadual mais jovem do Rio. Permaneceu na Alerj por quatro mandatos consecutivos, até 2018, com atuação voltada principalmente para a área de segurança pública.

Eleito senador em 2018, Flávio manteve a segurança entre as principais pautas de seu mandato e, em 2025, presidiu a Comissão de Segurança Pública do Senado. Em 2026, foi escolhido por Jair Bolsonaro para disputar o Palácio do Planalto, tendo Alfredo Gaspar como candidato a vice na chapa.

Ao longo do período eleitoral, a campanha de Flávio explorou três temas principais: a segurança pública, o preço dos alimentos e a corrupção. A campanha também foi marcada pelos questionamentos em torno do contato entre Flávio e Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o pedido de recursos para financiar o filme “Dark Horse”. Segundo o portal Intercept Brasil, o banqueiro teria repassado ao menos R$ 61 milhões para a obra no ano passado e Flávio teria feito contatos cobrando a liberação dos valores restantes do acordo de financiamento, que chegaria a R$ 134 milhões.

O caso, porém, não foi suficiente para fazer a candidatura de Flávio perder força diante de outros candidatos à Presidência e o senador terminou com a maior parte do voos.

Lula parte em busca do quarto mandato

Atual presidente da República, Lula chega ao segundo turno das eleições de 2026 em busca do quarto mandato no Palácio do Planalto. O petista voltou à Presidência em 2023, após ter governado o país por dois mandatos consecutivos, entre 2003 e 2010, e derrotado Jair Bolsonaro na eleição de 2022.

A trajetória política de Lula começou no movimento sindical, como liderança dos metalúrgicos do ABC Paulista. Em 1980, participou da fundação do PT e, quatro anos depois, foi eleito deputado federal. Após três derrotas presidenciais, venceu a eleição de 2002 e assumiu a Presidência em 2003.

Na campanha de 2026, Lula defende propostas como o fim da escala 6×1, a ampliação do Minha Casa, Minha Vida e a manutenção da política de valorização do salário mínimo. Às vésperas da eleição, também editou uma MP que proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa, as chamadas bets, medida que provocou reação de clubes de futebol.

 

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Política

Com mais de 50% das urnas apuradas no Rio, Douglas Ruas tem 50,6% e Paes, 41%; Portinho e Jordy lideram para Senado

Foto de Redação
Redação

04/10/2026 19:19

Metade das urnas do Rio de Janeiro foi apurada neste domingo (04); Douglas Ruas (PL) está, até agora, à frente, com 50,69% dos votos contabilizados, enquanto Eduardo Paes (PSD) aparece com 41,10%.

Ruas soma 2.359.207 votos e Paes tem 1.912.994. Anthony Garotinho (Republicanos) aparece na terceira posição da parcial, com 157.125 votos — 3,38% do apurado até agora.

Os números ainda representam um estágio inicial da apuração; ao todo, 56,91% urnas foram apuradas. 21.440 seções eleitorais já foram totalizadas.

Veja os números da parcial para governador:

– Douglas Ruas (PL): 50,68% — 2.218.400 votos
– Eduardo Paes (PSD): 41,09% — 1.798.782 votos
– Garotinho (Republicanos): 3,40% — 148.849 votos
– William Siri (PSOL): 2,71% — 126.059 votos
– Coronel Busnello (Missão): 0,98% — 45.813 votos
– André Marinho (Novo): 0,54% — 24.911 votos
– Juliete (UP): 0,40% — 18.538 votos
– Cyro Garcia (PSTU): 0,17% — 7.905 votos
– Luan Monteiro (PCO): 0,03% — 1.570 votos

Portinho e Jordy lideram disputa para o Senado até agora

Já na disputa para o Senado, Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL) estão liderando com metade das urnas apuradas. Confira:

Portinho (PL) — 27,33% — 2.218.476 votos
Carlos Jordy (PL) — 25,13% — 2.039.638 votos
Benedita da Silva (PT) — 19,93% — 1.718.965 votos
Pedro Paulo (PSD) — 11,43% — 985.491 votos
Monica Benicio (PSOL) — 9,55% — 823.769 votos
Marcelo Crivella (Republicanos) — 3,28% — 283.130 votos
Marcos Dias (PODE) — 1,05% — 90.353 votos
Helio Secco (Missão) — 0,82% — 70.353 votos
Waguinho (REPUBLICANOS) — 0,80% — 68.767 votos
Michelly Xavier (UP) — 0,19% — 16.482 votos
Luciano Mattos (PRTB) — 0,18% — 15.318 votos
Paula Falcão (PSTU) — 0,17% — 14.553 votos
Ó Clemente (DEMOCRATA) — 0,06% — 4.893 votos
Vinicius Benevides (UP) — 0,05% — 4.239 votos
Luiz Eugenio (PCO) — 0,04% — 3.369 votos

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Política

Com mais de 60% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro (PL) lidera a corrida presidencial por mais de 5 milhões de votos

Foto de Gabriele Maia
Gabriele Maia

04/10/2026 19:16

O senador pelo Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro (PL) lidera a corrida pela Presidência da República com 64,81% das urnas apuradas, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Você pode acompanhar a apuração em TEMPO REAL clicando aqui.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro está com 37.566.895 votos, o que representa 49,58% do total de votos válidos contabilizados até o momento. Seu principal rival na disputa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece em segundo lugar, com 32.007.853 votos (42,25%).

A apuração segue em andamento e os números mudarão conforme novas urnas são contabilizadas.

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