O governador Cláudio Castro (PL) pode ser convocado a prestar depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Nesta segunda (26), o deputado federal Rogério Correia (PT) protocolou um requerimento que pede a presença do chefe do executivo fluminense para que ele esclareça os investimentos feitos pelo Rioprevidência no Banco Master.
Instalada no Senado Federal em meados do ano passado, a CPMI investiga fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. Como os investimentos feitos pelo governo estadual do Rio envolvem um fundo da previdência, o deputado federal afirma, no requerimento, que o caso precisa ser analisado pelos parlamentares da CPMI, em Brasília, e que Castro precisa ser ouvido.
Além de Castro, Correia também pediu a convocação do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Ele foi citado pelo dono do Master, Daniel Vorcaro, em depoimento à Polícia Federal. Ibaneis teria se reunido com o empresário para tratar da aquisição do Master pelo Banco de Brasília (BRB).
Os requerimentos ainda serão analisados pela Comissão.
Cláudio Castro exonerou presidente do Rioprevidência, mas não informou se o fez “a pedido”
Castro tem evitado comentários oficiais sobre o caso Rioprevidência. Entre o primeiro e o segundo mandatos dele, o fundo previdenciário do governo estadual aplicou cerca de R$ 1 bilhão no Banco Master, que foi liquidado extrajudicialmente em novembro.
O fundo foi alertado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) sobre os riscos do investimento antes da liquidação. Os investimentos aconteceram durante a passagem de Deivis Marcon Antunes pela presidência da autarquia. O TCE-RJ solicitou o afastamento imediato dele em dezembro.
Mesmo assim, o nome dele continuou no quadro do Rioprevidência até a última sexta (23), quando Castro exonerou Deivis em edição extra do Diário Oficial. A defesa do ex-presidente da autarquia disse que ele solicitou a saída, mas a publicação do governador não cita que a exoneração foi feita “a pedido”.
O Rioprevidência é responsável pelo pagamento das aposentadorias e pensões de pelo menos 235 mil servidores inativos do estado do Rio.
Com informações de ICL Notícias.

