A Polícia Civil interrompeu, na última quarta-feira (14), uma situação de exploração infantil nas dependências do Shopping Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Crianças vinham sendo usadas para venda irregular de balas e, em alguns casos, estariam associadas a furtos dentro do centro comercial.
A investigação foi iniciada a partir de denúncias recebidas pela 52ª DP e ganhou reforço após a Comissão de Combate à Violência Infantil da Câmara do Rio, presidida pelo vereador Leniel Borel, encaminhar ofício formal ao delegado responsável relatando o caso. O documento, de caráter preventivo, detalhava a denúncia anônima e pedia providências urgentes.
Durante a ação, os agentes constataram que os menores circulavam sozinhos por áreas de grande fluxo, como a praça de alimentação, enquanto os responsáveis permaneciam do lado de fora do shopping. Não havia qualquer supervisão direta ou visual. Dois dos menores foram imediatamente levados ao Conselho Tutelar por estarem desacompanhados.
“Quando uma denúncia chega até nós, ela não pode virar apenas estatística ou discurso. Havia indícios claros de violação de direitos, e o que se confirmou foi uma situação de risco real. Crianças estavam expostas, sem supervisão, sendo usadas para vender produtos e circular em ambientes que não oferecem proteção”, afirmou Leniel Borel, presidente da Comissão de Combate à Violência Infantil.
Outras três crianças foram identificadas e entregues aos próprios pais, que foram orientados pela Polícia e encaminhados para a rede socioassistencial de Nova Iguaçu. Os responsáveis foram conduzidos à delegacia e autuados com base no artigo 98 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata de situações de risco por ação ou omissão de pais ou responsáveis.
“Nosso papel é agir rápido para interromper esse ciclo antes que ele vire violência mais grave”, concluiu o vereador.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com foco em dois eixos: os casos de exploração infantil e os registros de furto dentro do shopping.

