A iniciativa foi apresentada pela deputada estadual Marina do MST (PT), que contesta a medida por atingir unidades no litoral como Pau Brasil, Tamoios, Massambaba, Serra de Sapiatiba e Maricá.
O decreto elimina diretrizes que estruturavam a gestão, a fiscalização e as atividades permitidas nesses territórios. Para especialistas, a flexibilização pode permitir o avanço da ocupação urbana em áreas que foram delimitadas justamente para conter o crescimento desordenado e preservar o ecossistema local.
Flexibilização de APAs é questionada por risco ambiental no litoral fluminense
Na avaliação da parlamentar, a retirada dessas normas, sem substituição imediata, fragiliza a proteção ambiental. Na ação, ela sustenta que o governo estadual violou o princípio da reserva legal e o dever constitucional de preservação, além de promover um retrocesso ambiental.
“Esse decreto cria um cenário de insegurança e fragiliza a fiscalização ambiental, abrindo margem para degradação e aumentando o risco de danos irreversíveis à biodiversidade”, afirmou.
A deputada pede a suspensão imediata dos efeitos do decreto e o restabelecimento das regras anteriores até o julgamento do caso. Também solicita que o tribunal ouça o Ministério Público e a Procuradoria-Geral do Estado.
A Riotur concedeu um patrocínio de R$ 1,5 milhão ao Ministério Casa de Destino para a realização da 10ª edição da Conferência Destino, evento idealizado pelo escritor e líder religioso Tiago Brunet. O evento começou nesta sexta-feira (28) e termina hoje.
A autorização foi assinada pelo diretor administrativo e financeiro da Riotur, Nilo Sergio Soares Ferreira, e ratificada pelo presidente da empresa, Bernardo Fellows.
A liberação dos recursos ocorreu sem concorrência, por meio de inexigibilidade de licitação, mecanismo previsto para situações de inviabilidade de competição. O procedimento teve como base o artigo 30 da Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016) e o Regulamento de Licitações e Contratos da própria Riotur.
Além do patrocínio, o evento também vende entradas para o público. De acordo com o site oficial da conferência, os ingressos das categorias Bronze, vendidos a R$ 97, e Ouro, a R$ 597, estão esgotados.
Categorias Bronze (R$ 97) e Ouro (R$ 597) aparecem esgotadas no site oficial do evento. O ingresso VIP custa R$ 1.497 — Foto: Reprodução
A Conferência Destino será realizada na Farmasi Arena, na Barra da Tijuca, e é divulgada pelos organizadores como uma imersão espiritual de dois dias. A expectativa é reunir cerca de 15 mil participantes.
A programação inclui nomes conhecidos do segmento religioso, entre eles os pregadores internacionais T.D. Jakes, dos Estados Unidos, e Cash Luna, da Guatemala.
Ainda há entradas disponíveis na modalidade VIP, vendidas por R$ 1.497 no primeiro lote.
A atualização da prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste sábado (29) mostra que o abismo financeiro entre os partidos para a campanha eleitoral está cada vez mais acentuado. Ao todo, R$ 213,3 milhões estão em circulação entre campanhas no estado do Rio: desse valor, R$ 80,4 milhões estão ligados ao PL, que decidiu jogar com a carteira aberta e lidera os investimentos entre os partidos.
Por sua vez, algumas legendas ainda amargam uma dieta mais modesta. O PSD, por exemplo, só distribuiu R$ 12,2 milhões até o momento.
PL investiu R$ 17 milhões — maior parte da verba — em Douglas Ruas
O PL monopoliza, sem cerimônia, os cinco maiores repasses individuais das eleições fluminenses até aqui:
• Douglas Ruas (PL – Governador): concentra a maior bolada do estado, acumulando R$ 17,83 milhões (dos quais R$ 17,78 milhões saíram direto do caixa partidário).
• Carlos Portinho (PL – Senador): contemplado com R$ 4,75 milhões da direção nacional.
• Carlos Jordy (PL – Senador): empatado com o colega de bancada, levou outros R$ 4,75 milhões.
• Soraya Santos (PL – Deputada Federal): garantiu R$ 3 milhões em verbas públicas.
Do outro lado do balcão, o PSD ensaia passos bem mais tímidos. Com R$ 12,29 milhões distribuídos no estado inteiro, a sigla aposta suas fichas principais em Maria Laura Monteza (R$ 2,8 milhões) e Otoni de Paula Jr. (R$ 2,5 milhões), enquanto o restante da nominata precisa fazer milagre com o que sobra.
Família Picciani segue liderando lista de financiadores de campanhas
No ranking das carteiras individuais, a família Picciani continua sem concorrência e dá o tom de como o autofinanciamento pode ser um assunto doméstico. Leonardo Picciani (PV), candidato a deputado federal, seu irmão Rafael (PV), candidato a deputado estadual, e a mãe, Márcia, que não concorre a nenhum cargo, já investiram, somados, R$ 620 mil para turbinar as campanhas da família.
Confira os 20 maiores financiadores das eleições no Rio até o momento:
1. Leonardo Picciani — R$ 310 mil — autofinanciamento (PV)
2. Armínio Fraga Neto — R$ 240 mil — distribuídos entre 6 candidatos (PSD e PSB)
3. Alexis Mendonça Cavichini T. de Siqueira — R$ 210 mil — 4 candidatos (PL e PSD)
4. Walther Moreira Salles Jr. — R$ 200 mil — Chico Rubens Paiva e Anielle Franco
5. Márcia Picciani — R$ 190 mil — Leonardo Picciani (PV)
6. Bruno Frajhof Levacov — R$ 130 mil — Flavio Valle, Ferreirinha e Joyce
7. Fabiano de Castro Robalinho Cavalcanti — R$ 130 mil — Flavio Valle, Joyce e Pedro Duarte
8. Tomas da Veiga Pereira — R$ 120 mil — Renan Ferreirinha (PSD)
9. Jair Bittencourt — R$ 120 mil — autofinanciamento (PL)
10. Rafael Picciani — R$ 120 mil — autofinanciamento (União)
11. Marcio Drummond Sequeiros Tanure — R$ 105 mil — André Marinho (Novo)
12. Marcelo Rubens Paiva — R$ 100 mil — João Avelino (PSB)
13. Luiz Henrique Barbosa — R$ 100 mil — autofinanciamento (Avante)
14. Luiz Marcello Corrêa da Silva — R$ 100 mil — André Corrêa (PSD)
15. Rodrigo Teruszkin — R$ 100 mil — Claudio Caiado Castro Jr. (PSD)
16. Marcelo Fernandez Trindade — R$ 100 mil — Pedro Duarte (PSD)
17. Allyson da Silva Elias — R$ 90 mil — três repasses (PT)
18. Livia Soares Bello da Silva — R$ 80 mil — duas operações (Republicanos)
19. Jorge Henrique Pires Paes — R$ 78,9 mil — autofinanciamento (PSDB)
20. Marco Aurélio de Carvalho — R$ 75 mil — dois candidatos
A prestação de contas no TSE segue em aberto e novos depósitos podem recalibrar esse balanço a qualquer momento.
O vereador e secretário municipal Rafael Badá — homem de confiança de Antônio Peres, presidente do PL em Saquarema — apareceu neste sábado (29) no evento de Eduardo Paes (PSD) no município. Ele está entre o público nas imagens divulgadas pelo candidato ao governo do estado nas redes sociais.
O detalhe é que o PL tem o próprio candidato para a disputa pelo governo, Douglas Ruas. E o grupo de Peres, uma das maiores forças políticas do município, declarou apoio à candidatura.
Mas Paes também vem encontrando espaço por ali.
A ex-prefeita Manoela Peres, ex-mulher de Antônio e candidata a deputada federal pelo PL, passou a aparecer nos últimos dias em material de campanha ao lado de Paes, Pedro Paulo e do vereador Flávio Valle, todos do PSD. Procurada pelo jornal “O Globo”, Manoela insistiu que não autorizou material que não fosse ao lado de Ruas e Flávio Bolsonaro.
Agora, Badá aparece no evento de campanha de Eduardo Paes.
Ele não publicou registros da participação nas próprias redes; foi o próprio ex-prefeito do Rio quem mostrou o vereador em meio à multidão.
‘Story’ postado por Eduardo Paes – Foto: Reprodução/Redes sociais
Eu havia passado boa parte da reunião da irmandade sem tempo para sentar e ouvir o que estava sendo dito. Mais cedo, me ofereci para a tropa do café. Era uma noite especial, aniversário do grupo, 38 anos, e receberíamos muitos visitantes. Após muitas idas e vindas, finalmente pude parar e assistir a uma parte da reunião, justamente a final. Eram muitos rostos. Alguns conhecidos. Outros, vindos de vários lugares. Em comum, o drama da dependência química e o esforço diário para mantê-la sem efeito. Já no fim, todos se ergueram, deram as mãos e começou a Oração da Serenidade. Enquanto proferia as palavras, ia olhando os rostos, um por um, tomado de um até certo fervor místico. O que pra mim é grande contradição. Ou deveria ser. Sou ateu convicto. Mas posso assegurar que havia algo ali. Muito além das minhas expectativas e conhecimento.
Procurei o psicólogo Ricardo Sá, que ouviu meu relato sobre o contexto da situação e o que se senti no momento. Não se mostrou surpreso:
“O poder atávico da escuta vai muito além do que a gente ouve no momento. Passa pela memória de pele”, explica ele, acrescentando que o inconsciente, num momento assim, absorve muito mais do que o consciente.
Para quem não conhece as irmandades, elas são formadas por grupos de mútua ajuda sem nenhum compromisso com qualquer tipo de crença. Há, no entanto, um Poder Superior, sempre evocado, mas que pode tomar a forma que qualquer membro deseje ou acredite.
Baseado nessa premissa, costumo, sem pudor, fazer a Oração da Serenidade todos os dias, às vezes em várias ocasiões. Entendo como um mantra que me ajuda num momento em que é necessário reequilíbrio. Também acaba se tornando a “cereja do bolo” ao ser feita logo após algo que dá incrivelmente certo. Nunca tentei após um gol do Flamengo em final de campeonato. Mas é algo a ser experimentado.
Conversei com o monge noviço Alexandre Pacobhayba, que está há quase 30 anos ligado ao Budismo, com experiências em duas vertentes diferentes. Ele me conta que sua prática é muito mais voltada à meditação, que vem a ser uma forma de se desapegar dos anseios e da influência do ego para tentar uma conexão cada vez maior com uma espécie de consciência universal.
O monge concorda que a energia vibra mais intensamente quando várias pessoas estão meditando juntas, num mesmo propósito, o que não significa que a prática não possa ser solitária.
Alexandre concordou comigo que o desapego do qual fala parece se aproximar muito que diz o texto da Oração da Serenidade, calcada no fato de unir aceitação e ação, mas partindo sempre de um ponto em que a criatura lida com seu real tamanho e passar a pedir o que realmente é capaz de realizar. O sujeito que faz a oração da serenidade não terceiriza o milagre. Pede apenas ferramentas para realizá-lo.
Pós PHD em Neurociência, o Dr. Fabiano de Abreu Agrela entra com a palavra da ciência no caso da oração: “Durante a oração há uma ativação de regiões específicas, como córtex pré-frontal medial e o córtex cingulado posterior e anterior, partes normalmente ligadas à autorreflexão. Além disso, ela (a oração) também ajuda a reduzir a atividade da amígdala, região relacionada ao estresse e questões emocionais”.
Bom. São eles falando. Eu sentindo. E agora compartilhando com vocês, que compartilhar é a essência do Programa dos Doze Passos. Oração funciona? Na minha humilde opinião, depende pra quê. No meu caso, tem ajudado muito a acalmar o coração e arrumar as ideias. As irmandades recomendam fortemente. Um outro sujeito, bem famoso, por sinal, também recomendava: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles…”
Advogada especializada em Direito Público e Direito Imobiliário, Alice Alpiri explicou que o município aplica outros critérios no cálculo para fazer a cobrança, e que todos estão em conformidade com a decisão do STF.
“A atual legislação municipal sobre o tema diz que a área do imóvel é considerada para a apuração do valor venal, juntamente com outros elementos, como sua localização, padrão construtivo, características e utilização, e é sobre esse valor que incide a alíquota correspondente à destinação do imóvel. Portanto, um imóvel maior pode ter um valor venal maior e, consequentemente, um IPTU mais elevado, sem que isso signifique que esteja sendo aplicada uma alíquota maior pelo simples fato de possuir uma metragem maior. O que o STF afastou foi justamente a utilização da área como critério autônomo para aumentar ou diferenciar a alíquota”, detalhou.
É possível questionar na Justiça valores pagos em anos anteriores? Advogada responde
Alice pontua que até é possível que algum proprietário de imóvel da cidade do Rio possa questionar na Justiça o valor anteriormente pago pelo IPTU. Entretanto, salienta o que é necessário fazer nesta situação:
“Existe, sim, a possibilidade de revisão e questionamento judicial quando, no caso concreto, ficar demonstrado que a área do imóvel foi utilizada diretamente como critério para elevar a alíquota. Para isso, é necessário analisar o lançamento, o cadastro imobiliário, o valor venal atribuído ao imóvel, a classificação do bem e a alíquota aplicada. A partir dessa análise jurídica será possível verificar se existe, efetivamente, uma cobrança em desacordo com o entendimento firmado pelo Supremo e, consequentemente, fundamento para sua revisão”, argumenta.
Outro aspecto sobre a decisão que a advogada explica é sobre uma possibilidade de devolução retroativa ao que porventura tenha sido cobrado de forma equivocada. Alice salienta que a medida do STF não garante uma devolução imediata.
“Quanto aos valores já pagos, a decisão não significa que haverá, automaticamente, a devolução do IPTU de anos anteriores. É preciso verificar os efeitos temporais definidos pelo STF e os prazos legais aplicáveis para eventual restituição ou compensação. Também não significa que todo proprietário de imóvel maior no Rio de Janeiro possa pedir a redução do imposto”, finaliza.
Agosto, mês marcado pelas campanhas de combate à violência contra a mulher, está próximo do fim, mas a luta delas está longe de terminar. Em 2026, a Lei Maria da Penha celebrou 20 anos de existência e, duas décadas depois, segue sendo inspiração para outras iniciativas durante o Agosto Lilás.
Uma das das ideias envolve o registro em cartórios. Recurso usado por muitos ofícios de notas como forma de agilizar serviços burocráticos feitos de maneira digital, o e-Notariado disponibiliza uma ferramenta na qual uma mulher vítima de violência na internet, por exemplo, possa coletar conteúdos disponíveis na rede, como páginas de sites, mensagens e publicações em redes sociais, dentro de um ambiente seguro, o e-Not Provas.
Tabeliã titular do 15º Ofício de Notas do Rio de Janeiro, Fernanda Leitão, explica que esta ferramenta se torna fundamental para evitar que provas de crimes virtuais corram o risco de perderem a validade caso sejam deletados.
“Em situações de violência, o tempo pode ser decisivo. Uma ameaça, uma ofensa ou uma publicação pode ser apagada rapidamente. O e-Not Provas permite que a mulher preserve aquele conteúdo de forma ágil e segura, para eventual utilização na defesa de seus direitos”, detalha Fernanda.
A tabeliã acrescenta que o serviço pode ser utilizado pelo aplicativo e-Notariado ou pelo navegador do computador. No caso do WhatsApp, a coleta ocorre por meio do WhatsApp Web. A autenticação comprova que determinado conteúdo estava disponível na origem eletrônica indicada, na data e no horário registrados, sem significar que o tabelião esteja atestando a veracidade das informações contidas na mensagem, fotografia ou publicação.
Outro instrumento é a ata notarial, prevista na legislação brasileira como meio de documentação de fatos. Nesse caso, o próprio serviço notarial constata e descreve a situação em documento dotado de fé pública. A ata pode ser utilizada tanto para registrar conteúdos digitais quanto outras circunstâncias relevantes, como danos materiais ou o estado de determinado bem.
Foto: Reprodução.
Regras ampliam proteção a mulheres e cartórios
A prevenção à violência contra a mulher também ganhou reforço com o Provimento nº 222/2026 da Corregedoria Nacional de Justiça, que estabeleceu medidas específicas para prevenir a violência patrimonial e outras formas de violência contra mulheres, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade.
A norma determina que os cartórios adotem cautelas destinadas a assegurar que a manifestação de vontade seja livre, consciente e informada, sobretudo em atos com repercussões patrimoniais. Também prevê atendimento humanizado e reservado, proteção da privacidade e atenção a sinais de coação, pressão psicológica ou outras circunstâncias capazes de comprometer a liberdade de decisão.
Quando necessário, o atendimento pode ocorrer de forma individual e reservada. Nos atos realizados por videoconferência, também devem ser adotadas cautelas para verificar se a mulher está em ambiente seguro e livre da influência de terceiros.
“Os cartórios não substituem a polícia, o Ministério Público, a Defensoria Pública ou o Poder Judiciário, mas podem desempenhar uma importante função preventiva. O Provimento nº 222 reforça o dever de verificar não apenas a regularidade do documento, mas também se a manifestação de vontade da mulher é efetivamente livre e segura”, destaca Fernanda.
Advogada elogia iniciativa
Especialista na área do Direito de Família, a advogada Luciane Lersch Michelon elogia a iniciativa do e-Not Provas. Salientando que a violência contra a mulher “quase nunca começa com a agressão física”, ela cita que situações como humilhações, ameaças, chantagens e outras formas de violência também acontecem no ambiente virtual. Por isso, essa ferramenta cartorial é uma forte aliada no combate à violência contra elas.
“Mecanismos de preservação de provas, como a ata notarial e o e-Not Provas, podem ter um papel importante. Muitas dessas evidências são frágeis e podem desaparecer rapidamente. Da mesma forma, as novas diretrizes do CNJ para que os cartórios estejam atentos a sinais de coação e violência patrimonial reforçam uma ideia essencial: proteger a mulher também é garantir que suas decisões sejam realmente livres e que ela tenha meios de documentar aquilo que está vivendo”, explica.
Série documental denuncia casos de violência em lares evangélicos
A produção também teve a idealização do esposo da advogada, o cineasta Leonardo Michelon, e reúne depoimentos de vítimas e entrevistas com profissionais que atuam diretamente no enfrentamento à violência contra a mulher.
A advogada Luciane Lersch Michelon é especialista em Direito de Família — Foto: Acervo pessoal.
Ela explica que o foco é na abordagem a famílias evangélicas porque a postura de muitos líderes religiosos em casos de agressão é da falta de apoio às esposas que são vítimas deste crime.
“Sair de uma situação de violência também é muito mais difícil do que muitas pessoas imaginam. Existem dependência emocional e financeira, medo, filhos, isolamento, vergonha e a própria dificuldade de reconhecer que aquilo que está acontecendo é violência. Um exemplo muito claro dessa dificuldade aparece entre mulheres cristãs, que ainda podem enfrentar culpa, pressão para manter o casamento e discursos religiosos que desestimulam a ruptura ou a denúncia. Foi justamente esse recorte que investigamos no documentário”, comentou.
Mas Luciane salienta que a proposta da produção não é de apenas denunciar situações de omissão de líderes evangélicos em casos de violência contra mulher. A advogada pontua que o documentário também aborda iniciativas de igrejas que buscam combater este crime.
“A proposta não é generalizar a atuação das igrejas. Ao contrário, o episódio também destaca o potencial das comunidades religiosas para integrarem redes de prevenção, acolhimento e proteção às mulheres”, ressalta.
Documentário está disponível desde o dia 15 de agosto no YouTube — Foto: Divulgação.
Segundo a prefeitura, no caso da ponte no Arroio Fundo, a pista será expandida de quatro para seis faixas, com o intuito de eliminar o afunilamento na região. Já a outra frente de trabalho vai focar na reconfiguração das agulhas de acesso na Avenida Ayrton Senna, no trecho entre a Cidade das Artes e a Linha Amarela, para evitar estreitamentos e retenções na via.
Além dessas obras, o Plano de Mobilidade da região também inclui a já iniciada construção da nova rotatória na Avenida Lúcio Costa, que avança para a etapa final, segundo Cavaliere. O pacote de obras, que atende bairros como Barra da Tijuca, Barra Olímpica e Recreio dos Bandeirantes, tem conclusão prevista para 2028.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) determinou a suspensão de uma licitação milionária das Centrais de Abastecimento do Rio (Ceasa-RJ) após identificar possíveis irregularidades no processo. O pregão prevê orçamento de R$ 8,9 milhões e tem o objetivo de contratar uma empresa para construir um novo pavilhão, o 75.
A medida atende a uma representação apresentada por uma empresa de engenharia que ficou em segundo lugar na disputa, com uma proposta 4,4% superior à da primeira colocada. A legislação vigente e o próprio edital garantem o direito de preferência para propostas até 5% superiores.
Com base nisso, a empresa pediu o direito de cobrir a oferta vencedora. A Ceasa-RJ, no entanto, negou o pedido.
TCE-RJ identificou possível irregularidade em parecer do órgão
A decisão foi assinada pelo conselheiro-relator Rodrigo Melo do Nascimento. Segundo ele, o parecer jurídico usado pela Ceasa-RJ para afastar a aplicação do direito segue regras que não estão na Lei das Estatais e no regulamento interno — que regem o órgão, uma vez que a Central é uma sociedade de economia mista.
A auditoria do TCE-RJ constatou também que a estatal já havia suspendido o procedimento internamente após questionamentos, mas omitiu a informação no Portal Nacional de Contratações Públicas, no Portal da Transparência e no Sistema Integrado de Gestão Fiscal.
Ceasa deve comprovar paralisação
Com a tutela provisória, a Ceasa-RJ não pode homologar o resultado ou celebrar contratos referentes ao procedimento até uma decisão definitiva. A autarquia vai precisar comprovar a paralisação e prestar esclarecimentos ao Tribunal.
A decisão possui caráter cautelar e o mérito da representação vai passar pelo crivo da Secretaria-Geral de Controle Externo e do Ministério Público junto ao Tribunal antes da apreciação definitiva.
O senador Romário, que deixou o PL e está sem partido, entrou na campanha de Eduardo Paes (PSD) ao governo do estado e agora escolheu um candidato da legenda para a disputa pela Assembleia Legislativa. Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-jogador pediu votos para Guilherme Schleder (PSD), que busca a reeleição como deputado estadual.
Na gravação, Romário destaca a atuação do parlamentar como secretário municipal de Esportes durante a gestão de Paes. O senador cita a reabertura das vilas olímpicas e a ampliação do acesso ao esporte para pessoas com deficiência.
“Esse trabalho precisa continuar na Alerj. Por isso, peço seu voto pro Guilherme”, afirmou.
Guilherme Schleder foi eleito deputado estadual em 2022, depois de ter comandado a Secretaria Municipal de Esportes do Rio. O parlamentar é um dos nomes próximos a Paes e ao deputado federal Pedro Paulo (PSD), que disputa uma das duas vagas do Rio ao Senado.
O candidato também conta com o respaldo de Eduardo Cavaliere (PSD), atual prefeito do Rio. Em uma declaração pública, Cavaliere chegou a defender que Schleder seja o próximo presidente da Alerj.
O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos), candidato a deputado federal por Minas Gerais, é alvo de uma investigação que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). O inquérito foi aberto pela Polícia Civil do Rio em fevereiro de 2025 e apura suspeitas relacionadas a supostos pagamentos de propina envolvendo contratos da Furnas, estatal do setor elétrico.
A investigação foi encaminhada pela Justiça do Rio ao Supremo em maio deste ano, mas só chegou efetivamente à Corte na sexta-feira (28). O processo tramita sob segredo de Justiça.
A apuração retoma suspeitas que apareceram em delações premiadas firmadas durante a Operação Lava Jato. Entre os colaboradores estão o doleiro Vinicius Claret e Lúcio Bolonha Funaro, que foi apontado ao longo das investigações da Lava Jato como um dos principais operadores financeiros ligados a Cunha.
Segundo o relato de Funaro, o empresário e doleiro Benjamin Katz teria atuado como intermediário de supostos pagamentos de empreiteiras ligados a contratos de Furnas. A relação entre Cunha, Katz e a estatal já havia aparecido em documentos da Procuradoria-Geral da República produzidos durante as investigações da Lava Jato.
Como a investigação chegou a Eduardo Cunha
Furnas é uma empresa do setor elétrico controlada pela Eletrobras. Entre 2007 e 2010, período citado nas investigações, Cunha exercia forte influência política sobre a estatal e chegou a indicar Luiz Paulo Conde para a presidência da empresa.
Essa influência é um dos pontos descritos em documentos da Lava Jato. Em depoimento, Funaro afirmou que Cunha teria colocado Benjamin Katz para tratar com empreiteiras menores que mantinham contratos com a Furnas, de modo a evitar que o então deputado aparecesse diretamente nas negociações.
Funaro também citou grandes empreiteiras que tinham negócios com a empresa, entre elas Odebrecht e Andrade Gutierrez. Em outro trecho de sua colaboração, afirmou que teria ouvido de Cunha sobre supostos pagamentos de propina relacionados a uma grande obra da Odebrecht e da Andrade Gutierrez no Rio Madeira.
A investigação que chegou ao STF também utiliza informações prestadas pelo doleiro Vinicius Claret, conhecido como Juca Bala e posteriormente colaborador da Justiça em investigações sobre operações financeiras no exterior.
Essas declarações, porém, são relatos de um colaborador e fazem parte do conjunto de elementos que deram origem a investigações. A existência de uma investigação não significa que os fatos tenham sido comprovados ou que Cunha tenha sido condenado por eles.
A Justiça do Rio enviou o inquérito ao STF por conta do foro privilegiado de Eduardo Cunha como deputado federal à época dos supostos crimes.