A Comissão de Servidores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) enviou dois requerimentos de informações para apurar detalhes sobre a gestão do Rioprevidência — em especial, sobre a relação do fundo previdenciário estadual com o Banco Master.
O colegiado pediu que a Secretaria de Transformação Digital liste todos os processos retirados do sistema público desde janeiro de 2025. A Comissão da Alerj quer saber por que os casos foram postos em sigilo.
Além disso, o grupo também enviou um requerimento para o Rioprevidência. A comissão quer uma cópia integral de todos os contratos firmados entre a autarquia e a corretora Planner, que foi apontada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) como responsável por mediar quatro transações entre o fundo de previdência e o Master.
A comissão é presidida pelo deputado estadual Flávio Serafini (PSOL).
A autarquia está na mira da Alerj — e da Polícia Federal — desde o ano passado por conta dos aportes feitos ao Master. Responsável por aposentadorias e pensões de pelo menos 235 mil servidores do estado, o fundo investiu, ao todo, quase R$ 1 bilhão na instituição financeira, que foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central.
Segundo as investigações, esses investimentos não possuíam cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e ignoraram critérios básicos de segurança.
Com informações de Lauro Jardim, colunista do jornal “O Globo”.

