Sem Lula (PT) na avenida, o governador Cláudio Castro (PL) reassumiu o lugar de um dos donos da festa. Na noite desta segunda-feira, o moço deixou a toca, ou melhor, o camarote oficial do governo.
E circulou pela Sapucaí no seu último carnaval como o comandante do estado.
Já em campanha por uma vaga no Senado, e disposto a dar um lustre na imagem com as forças de segurança, cumprimentou todos os PMs que encontrou pelo caminho.
E ainda fez vídeo no centro de comando e controle (CCC) montado na avenida.

Castro vai cantar? Opa!
O trailer onde estão os equipamentos de videomonitoramento da PM fica bem em frente à entrada do Terreirão do Samba. E quando o governador passou em direção a ele, cercado de seguranças e de aduladores, um engraçadinho não resistiu.
“Xi, será que ele está indo cantar?”, disse o moço, com ar de espanto.
É boa, mas a minha é melhor
O ultramangueirense presidente da Embratur, Marcelo Freixo (PT), foi dar uma conferida na concentração da Beija-Flor. Ficou impactado com o que viu, mas não deu o braço a torcer.
“Vejo a Mangueira sendo campeã, e a Beija-Flor, uma das escolas mais maravilhosas do mundo, desfilando bem”, disse entre risos, numa lógica totalmente verde-e-rosa.

E dá-lhe Mangueira!
Presidente da Caixa Econômica Federal, o simpático paraibano Carlos Vieira foi outro a se esbaldar na concentração da escola de Nilópolis — com mesma indefectível e tortuosa lógica carnavalesca.
“Gosto de duas escolas particularmente, muito da Mangueira e muito do Salgueiro. A Beija-Flor é tecnicamente perfeita. Mas o coração pende pela Mangueira”, falou — e disse.
Conversinha ao pé do ouvido
Os bolsonaristas, que no domingo preferiram falar mal do desfile da Acadêmicos de Niterói assistindo pela TV de casa, também estavam soltinhos na avenida na noite de segunda-feira — já que Lula estava a mais de mil quilômetros de distância.
O líder do Governo na Assembleia, Rodrigo Amorim (União), era um. Participou da excursão de Castro às instalações da PM, foi ao camarote do governador e depois seguiu para um espaço privado.
Sempre com direito a uma ou outra conversinha ao pé do ouvido.
Afinal, se você acha que as costuras políticas acontecem nos gabinetes é porque não conhece os bastidores da Marquês de Sapucaí.

