A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT), na Câmara de Vereadores do Rio, saiu dividida da votação do projeto de emenda à Lei Orgânica do Município (Pelom) que permite armar a Guarda Municipal. O líder da legenda — que faz parte da base de Eduardo Paes (PSD) —, Felipe Pires, encaminhou voto favorável a iniciativa, mas acabou vencido por mais da metade da bancada.
Somente Niquinho acompanhou o encaminhamento. Já Leonel de Esquerda, Luciana Novaes e Maíra do MST votaram contra o projeto de Doutor Gilberto (SDD), que teve coautoria de todas as comissões da casa. A proposta foi aprovada por 43 votos a 7, em primeira discussão. Além da trinca petista, o PSOL foi o único partido a apresentar voto contrário.
Felipe Pires, para justificar seu voto, citou o anúncio do prefeito de Maricá, Washington Quaquá, também do PT, nesta semana, de também ter a intenção de armar a guarda do município. Por outro lado, Maíra do MST defendeu que o aumento do efetivo da corporação seria uma solução maior para aumentar a segurança do que o armamento,
“A Guarda Municipal precisa de valorização, não de armamento. Queremos uma guarda com concurso público, plano de carreira digno e papel estratégico na inteligência da cidade. É com aumento de efetivo e presença nos bairros que a guarda pode contribuir com a segurança, não com violência”, disse Maíra.