Enquanto o Brasil registrou queda de 18,6% nos roubos de telefones celulares, o Rio de Janeiro seguiu na contramão da tendência nacional e foi o único estado a apresentar aumento desse tipo de crime. Em 2025, os roubos de celulares cresceram 19,4% no território fluminense.
Os dados constam no 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que reúne indicadores de criminalidade de todas as unidades da federação.
Furtos também aumentaram
De acordo com o levantamento, baseado em estatísticas do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ), o número de roubos de celulares no estado passou de 21.416 registros em 2024 para 25.581 em 2025.
Nos furtos de celulares, o Rio também apresentou uma das altas mais expressivas, apesar de não ter sido o único estado a registrar o crescimento. As ocorrências saltaram de 37.397 para 46.606 no período, avanço de 24,6% — quase 10 mil casos a mais em apenas um ano.
Somando roubos e furtos, o estado contabilizou aumento de 22,7% nas ocorrências envolvendo celulares entre 2024 e 2025.
Apesar da alta nos registros, os pesquisadores ressaltam que os números podem ser ainda maiores devido à subnotificação, já que muitas vítimas deixam de procurar a polícia para registrar ocorrência.
Anuário analisou dias da semana que mais registraram roubos ou furtos
O estudo também identificou diferenças no comportamento desses crimes. Os furtos se concentram principalmente nos fins de semana, enquanto os roubos ocorrem com maior frequência nos dias úteis, sobretudo às sextas-feiras.
A capital fluminense também figura entre os municípios brasileiros com maior incidência desse tipo de delito. A cidade ocupa a 20ª posição no ranking nacional, com taxa de 793,7 roubos e furtos de celulares por 100 mil habitantes.
Outro dado do levantamento é o aumento da receptação de celulares. Enquanto os registros cresceram 3,3% no país, o Rio de Janeiro teve alta de 25,8% e está entre os 13 estados que registraram avanço nesse tipo de crime.
Com informações do G1.

