O professor Lenine Lemos lançou sua candidatura a deputado estadual pelo Agir. Até aí, nada que a democracia não explique. Mas antes de convencer o eleitor, o moço — ex-secretário de Educação de Queimados, na Baixada Fluminense — terá que ultrapassar dificuldades em família.
Lenine é irmão do deputado federal Max Lemos (União Brasil).
Candidato à reeleição, Max não vai apoiar a candidatura do caçula. Já tinha os seus próprios compromissos políticos — entre eles, com o ex-presidente da Assembleia Legislativa André Ceciliano (PT). Pioneiro entre os Lemos na caminhada política, Max diz que Lenine inventou a candidatura aos 48 do segundo tempo.
Como não poderá fazer dobradinha com o Lemos mais famoso, o professor está arregimentando apoio com outros políticos. Virou afilhado de Marina Rocha (Agir), prefeita de Guapimirim. E fechou dupla com o ex-prefeito de Magé Renato Cozzolino, candidato a deputado federal pelo PP.
Em 2014, Lenine já se aventurou na disputa — mas por uma vaga na Câmara dos Deputados.
Na ocasião, Max também não apoiou o irmão. Na época, fazia campanha por Leonardo Picciani, filho do lendário ex-presidente da Assembleia Legislativa Jorge Picciani.

